Governo deve propor aumento em taxação de apostas ainda esta semana

Fernando Haddad: Governo quer dobrar taxação de apostas em 2026
Crédito: videaguiar / Shutterstock.com

Hoje, 21, foi adiada a votação da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) no Congresso por falta de consenso sobre o corte de gastos.

Após semanas de discussão na cúpula interna do governo Lula sobre a caducidade da Medida Provisória (MP) nº 1303/2025, o líder do governo no Congresso, Randolfe Rodrigues (PT-AP), afirmou que o governo planeja inserir a taxação de apostas novamente no texto da LDO.

O pacote sugerido pelo governo para implementar mais impostos sobre empresas do setor de apostas online busca recompor R$ 35 bilhões no plano orçamentário de 2026. O senador teria afirmado que “nas próximas horas, deve haver encaminhamentos do Ministério da Fazenda com propostas sobre a LDO. O governo vai insistir na linha de que bancos e ‘bets’ têm que ser taxados”.

Rodrigues teria reforçado o tom adotado por membros do governo, como Fernando Haddad, ministro da Fazenda: “As bets têm que ser tributadas por uma questão de saúde pública, é necessário tributar e proibir. Acho que 18% é moderado, acho até que a taxação deveria ser maior”. As informações são da InfoMoney.

Relatório final da LDO é adiado por falta de consenso

Após anunciar o adiamento da votação da LDO, o presidente da Comissão Mista de Orçamento (CMO), senador Efraim Filho (União-PB), afirmou que a decisão é “um recado claro de que [o Congresso] não aguenta mais a agenda de aumento de impostos”.

Efraim criticou o Executivo por priorizar arrecadação em vez de eficiência fiscal, afirmando que “o governo segue sem querer pensar no corte de gastos, mesmo após a derrota da MP alternativa ao IOF. Só pensam em arrecadação. Ficaram de nos mandar alternativas, mas ainda não há data estipulada para isso”.

Na semana anterior, a votação do relatório da LDO já havia sido adiada a pedido do presidente do Congresso, Davi Alcolumbre (União-AP).

Taxação de apostas é aprovada pelo governo

Na semana passada, durante audiência pública na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado Federal, o senador Alessandro Vieira (MDB-SE) acrescentou que, ao atribuir cobranças conforme o cenário internacional, o governo pode arrecadar mais de R$ 30 bilhões, afirmando que “não há sentido abandonar essa linha de taxação”. 

Ainda durante a sessão, Haddad afirmou que taxar casas de apostas não seria “demonizar” a indústria, mas exigir que empresas do setor contribuam com o desenvolvimento econômico do Brasil.

“Porque, de fato, a chamada Taxação BBB [bilionários, bancos e bets] só é injusta na cabeça de pessoas desinformadas sobre o que está acontecendo no Brasil”, disse Haddad, destacando que é preciso alinhar as cobranças tributárias de empresas do setor “ao padrão da economia brasileira”.  

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