Em meio à expectativa da aprovação do Projeto de Lei nº 2234/22, que propõe a legalização dos cassinos físicos, bingos e jogo do bicho ainda para o primeiro semestre de 2025, o estado do Amapá já começou a mover as peças no tabuleiro para entender seu papel no cenário da regulamentação.
Na primeira semana de fevereiro, empresários de hotelaria e reguladores estiveram em Macapá para analisar o potencial do Amapá com a regulamentação do setor de apostas físico no país. A excursão foi liderada pelo presidente do Instituto de Desenvolvimento, Turismo, Cultura e Meio Ambiente (IDT-CEMA) Bruno Omori e por José Luíz de Paula Jr.
O estado do norte do Brasil poderá receber até dois cassinos em seu território, caso o projeto seja aprovado e trâmites detalhados comecem a dar andamento.
Cassinos físicos no Amapá e no Brasil
Em entrevista ao SBC Notícias Brasil, o senador Irajá Abreu, relator do PL n° 2234/22, discorreu sobre os próximos passos caso o projeto seja aprovado e como o governo pode se preparar para aprimorar o desenvolvimento nos setores ambientais e econômicos do país.
Segundo o senador, a previsão é que a criação de cassinos físicos no Brasil gere 1.5 milhão de empregos e R$ 22 bilhões em impostos.
Anteriormente, em audiência com o Ministério do Turismo e com a Secretaria Nacional de Políticas de Turismo, Bruno Omori destacou o impacto positivo com a aprovação da lei e frisou o potencial de gerar mais de 10 milhões de empregos no setor de turismo no país, com injeção de investimentos nacionais e internacionais superiores a US$ 70 bilhões na macroeconomia. O presidente também relembrou que a entrada de cassinos geraria “bilhões em impostos” para os cofres públicos.
Em setembro, o ministro do Turismo, Celso Sabino, em reunião com membros do G20, deixou claro que essa Lei dos Cassinos deve trazer mais visibilidade ao turismo brasileiro, já que deve “movimentar a cultura, a gastronomia e trazer mais turistas estrangeiros”.
“Resorts-cassinos são projetos que empregam muitos recursos para sua implantação. […] O projeto é adequado e vai ajudar os brasileiros a se movimentarem pelo país e a atrair mais visitantes estrangeiros.”












