Na última semana, o clube Cruzeiro organizou uma série de palestras para todos os colaboradores da empresa, de jogadores de base a profissionais e demais funcionários. Os debates foram sobre como a manipulação de resultados pode influenciar negativamente as apostas esportivas e o esporte no país.
Mariana Chamelette, advogada do Tribunal de Justiça Desportiva de São Paulo (TJD-SP) e vice-presidente do Instituto Brasileiro de Direito Desportivo, foi a responsável por debater o assunto com as equipes profissionais masculina e feminina e com algumas categorias inferiores, além de funcionários de outros clubes.
Chamelette destacou a posição da FIFA no esporte e lembrou as diferentes sanções – e como esses grupos criminosos atraem atletas para fraudar jogos de futebol.
“A ideia da realização foi conscientizar os atletas sobre a importância da integridade no esporte, incentivando-os a tomar decisões éticas e a recusar o envolvimento em práticas ilegais. As conversas realizadas foram bastante produtivas e tanto os atletas quanto os demais colaboradores do Cruzeiro foram muito participativos”, salientou a advogada.
Chamelette ainda declarou que “a realização das palestras foi uma ótima oportunidade de apresentar as informações mais cruciais sobre os perigos e consequências das apostas ilegais e da manipulação de resultados”.
As decisões futuras do Cruzeiro
O futebol nacional tem se envolvido em diversos problemas relacionados às apostas recentemente. Naturalmente, os clubes estão tomando a iniciativa de promover ações que possam proteger a integridade das instituições.
Dessa forma, o Cruzeiro está elaborando um código de conduta interno que abordará determinados requisitos que serão exigidos pelo clube aos funcionários.
“Estamos desenvolvendo junto ao nosso departamento de Compliance uma cartilha de conduta, na qual estarão todas as diretrizes do Cruzeiro em relação às apostas esportivas e todas suas particularidades. A concepção dessa cartilha conta com a participação da Mariana Chamelette e de outros profissionais do meio jurídico, que contribuirão para conscientizar os atletas e também resguardar o clube”, disse o CEO do Cruzeiro, Gabriel Lima.
Lima também disse que “a elaboração deste código conta com o apoio e participação de Mariana Chamelette e demais profissionais do direito, que vão ajudar a sensibilizar os atletas e a proteger o clube”.
Sobre o código, Chamelette comunicou: “O objetivo dessa parceria e do desenvolvimento do código é fornecer orientações claras e informações relevantes sobre o assunto, ajudando os envolvidos a entender as práticas corretas e as consequências de comportamentos inadequados”.












