A Secretaria de Prêmios e Apostas do Ministério da Fazenda (SPA/MF) enviou, nesta terça-feira, 19, uma nova relação de sites de apostas ilegais à Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel).
Esta é a terceira lista enviada pelo governo em apenas 40 dias. A primeira, enviada no dia 11 de outubro, continha mais de 2 mil sites, enquanto segunda, enviada no dia 31 de outubro, contava com 1400 sites. Desta vez, foi solicitado o bloqueio de 1812 domínios de internet. Somadas as três listas, chegamos a aproximadamente 5200 sites bloqueados.
Entenda como funciona o bloqueio
Assim como no caso das listas anteriores, a ordem de bloqueio será enviada pela Anatel para as mais de 20 mil empresas de telecomunicações que atuam no fornecimento de sinal de internet no Brasil.
A partir deste aviso, as empresas são responsáveis por tomar as providências para garantir bloqueio da maneira mais rápida e efetiva possível.
Anatel fala sobre desafios do processo
Na última sexta-feira, 15, o presidente da Anatel, Carlos Baigorri, comentou sobre alguns desafios técnicos que a agência vem enfrentando no processo de bloqueio de sites de apostas irregulares no país.
Após a publicação da lista positiva do Ministério da Fazenda, sites irregulares começaram a ser derrubados a partir do dia 11 de outubro.
“A gente simplesmente recebe esses domínios e corre atrás das operadoras de telecomunicações para bloquear”, explicou ao frisar que a agência não é responsável pela gestão dos domínios ou pela distribuição de nomes e números IP.
O presidente também alertou que casas de apostas podem usar outros meios para burlar o bloqueio, como o uso de infraestruturas digitais ou domínios de IP que não estão sob a fiscalização da Anatel. O presidente disse que é como “enxugar gelo”.
“A gente vai lá, recebe a lista dos domínios do Ministério da Fazenda, bloqueia todos eles e aí o Ministério da Fazenda faz esse trabalho de monitoramento para ver se mudou o domínio, se trocaram o nome, se mudaram o site de um site para um outro domínio”, finalizou.












