Polícia apreende mais de 100 galos usados em rinhas de galo e apostas ilegais no Mato Grosso

Operação da Polícia de Mato Grosso apreende 100 galos de rinhas de galo e apostas ilegais
Crédito: Shutterstock

Neste sábado, 7, mais de 100 galos utilizados em rinhas de galo foram apreendidos pela Polícia Civil de Lucas do Rio Verde, a 360 km de Cuiabá. Os animais, explorados em apostas ilegais, estavam em cativeiro nos fundos de um condomínio.

De acordo com a polícia, os agentes encontraram 74 galos em gaiolas, 30 em poleiros e dois feridos em uma arena de combate, segundo informações do g1. Um vídeo gravado durante a operação mostra a arena onde ocorriam as disputas, além das gaiolas em que as aves eram mantidas.

O vídeo abaixo pode conter imagens levemente sensíveis.

A ocorrência foi atendida inicialmente pela Polícia Militar, após denúncia anônima. No local, havia diversas pessoas assistindo às brigas e realizando apostas. Ao perceberem a chegada da polícia, os envolvidos fugiram para uma área de mata.

Durante a vistoria, foram apreendidos objetos que comprovam a prática criminosa, como cadernetas com nomes de galos e galinhas, datas de nascimento, valores de apostas e dívidas, além de esporas artificiais, biqueiras, produtos veterinários, cronômetro e fichas de consumo de bebidas. Em um veículo de uma das pessoas que estava na rinha, os policiais encontraram R$ 2 mil, valor que pode estar ligado às apostas.

O caso foi registrado como maus-tratos a animais silvestres, domésticos ou domesticados, com resultado morte, e segue sob investigação da Polícia Civil. Ninguém foi preso até o momento da reportagem do g1.

Rinhas de galo e tráfico de aves são recorrentes

O combate às rinhas de galo e ao tráfico de aves é constante em diferentes estados do país. Em 2021, o Batalhão de Polícia Militar Ambiental do Espírito Santo (BPMA) deteve 211 pessoas por crimes ambientais, incluindo tráfico de aves. Embora não haja dados exclusivos sobre rinhas, o major Anderson Machado Luchi afirmou em entrevista à Tribuna que diversas apreensões e flagrantes foram registrados no estado.

“É uma prática, infelizmente, comum. Dentro do estado existe esse tipo de tráfico, onde criminosos fazem vendas desses animais, mas também já existe o tráfico nacional e internacional. Normalmente os animais vêm do Norte do país para o Sudeste e daqui são levados para a Europa ou os Estados Unidos. São cifras muito altas em jogo”, afirmou o major.

Segundo a Polícia Ambiental, entre as aves mais visadas nesse comércio ilegal estão arara-canindé, arara-vermelha, tucano, papagaio, periquito e canarinho.

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