TG Lab: análise completa para a América Latina, além do Brasil

TG Lab: análise completa de apostas para a América Latina

O site-irmão do SBC Notícias Brasil, o iGaming Expert, conversou com Ugnius Simelionis, CEO da TG Lab, para conhecer suas expectativas para o mercado regulamentado na América Latina.

Embora Simelionis tenha destacado que as oportunidades potenciais trazidas pela incorporação do Brasil ao cenário regulamentado dos jogos não passem despercebidas, como demonstrado pelo constante debate dos últimos meses, ele enfatizou que as perspectivas oferecidas pela região latino-americana como um todo devem permanecer firmemente na consciência da indústria.

Assim, o CEO da TG Lab compartilhou uma análise aprofundada sobre o que exatamente o continente tem a oferecer e, fundamentalmente, como alcançar essas elevadas ambições.

Em uma série especial de duas partes, serão abordadas questões como os desafios de competir em um mercado tão cobiçado, a importância da localização e muito mais.

América Latina no radar global

As expectativas da indústria como um todo convergem para a região, com uma atenção especial voltada para um país específico. No entanto, embora seja impossível sugerir que todos alcançarão os resultados desejados, Simelionis destaca sua confiança no que considera um passo natural.

Com operações bem estabelecidas na Europa regulamentada e no Oriente Médio, com algumas das marcas mais importantes do setor, a América Latina é vista como uma direção razoável para expandir os negócios nos próximos anos.

“Continuamos oferecendo serviços a clientes em diferentes regiões e explorando oportunidades em outros mercados. No entanto, de modo geral, acredito que o maior esforço para avançar seria na América Latina. Queremos nos tornar uma das principais plataformas dessa região, e nossa tecnologia de classe mundial é a força motriz por trás disso”, afirmou.

Em meio ao aparente movimento de toda a indústria para o continente, surgem diversos desafios que precisam ser enfrentados e superados para que a empresa consiga deixar sua marca em uma ou mais jurisdições-alvo.

Para Simelionis, a prioridade é distinguir completamente o Brasil do restante da América Latina, afirmando que são mercados totalmente distintos, com desejos muito diferentes.

“O Brasil é um mercado enorme, enorme, enorme, claro. Já lançamos com uma marca importante, e muitas outras grandes marcas virão em breve. Pensamos globalmente, mas agimos localmente. Nosso trabalho é oferecer o melhor serviço localizado do mercado, e já estamos trabalhando ativamente com advogados locais e especialistas em compliance que compreendem como o país funciona, além dos melhores especialistas em produtos do mercado”, revelou.

E continuou: “Estamos aqui para entender cada peça do quebra-cabeça, mas não estamos com pressa para expandir, porque este mercado tem seus próprios desafios, e todos estão tentando compreendê-los, adaptar-se e antecipar o que está por vir. Sabemos o quão competitivo é esse ambiente, e planejamos manter a importante vantagem que temos como pioneiros”.

Ao elogiar a localização como uma “força essencial” da TG Lab, Simelionis reiterou a necessidade de diferentes tipos de produtos devido a uma série de variações culturais e lingüísticas entre as localidades.

Citando o Brasil como exemplo, ele explicou: “Concluímos uma aquisição no Brasil para que a plataforma tivesse especialistas locais em desenvolvimento, não apenas como gerentes de contas, mas também desenvolvedores, DevOps, todos os times que podem trabalhar naquele fuso horário. Enquanto outros ainda falam em estabelecer um escritório no Brasil, nós já temos um em pleno funcionamento com os melhores talentos”.

“Mas, ao mesmo tempo, essa plataforma já estava trabalhando com clientes hispano-falantes, e é aí que eles têm experiência”, destacou.

TG Lab prioriza a localização

Sobre isso, o CEO destacou que estão formando equipes com experiência verdadeiramente local: “é assim que você se torna o melhor”, disse. Ele ressaltou que essas equipes podem trabalhar tanto com o Brasil quanto com países de língua espanhola. Além disso, esses times têm diferentes culturas, idiomas e abordagens gerais, o que os torna ideais para atender aos mercados locais.

“Tudo se resume a compreender os detalhes e entregar resultados de acordo. O Brasil é um mercado grande e empolgante, mas também turbulento e experimental, enquanto os países de língua espanhola estão muito mais avançados, o que exige uma abordagem de entrega completamente diferente”, refletiu.

Ele ainda descreveu: “Claro que também há enormes diferenças entre Brasil, Argentina, Colômbia, Peru, etc. No que diz respeito ao restante da América Latina, são mercados regulamentados estabelecidos que sabem o que querem. Tudo com o Brasil é novo. É um pouco como o Velho Oeste, mas estamos prontos para o desafio.”

Brasil: estratégias para o sucesso

Uma abordagem lenta e constante trará resultados para a TG Lab, afirmou Simelionis ao ser questionado sobre as estratégias para conquistar o desejado mercado brasileiro.

Apesar de insinuar que o país pode ser um tanto dinâmico demais, a localização volta a ser destacada como um componente vital na visão do desenvolvedor de software para jogos online, mesmo diante de alguns obstáculos.

“Do ponto de vista técnico, a localização e algumas ferramentas locais são um pouco desafiadoras, mas isso é algo que acontece com todos os operadores no Brasil nos primeiros meses. Todo mundo reclama das taxas de conversão, mas nós estamos vendo melhorias e trabalhando muito nelas. Como podemos melhorar isso? Existe algo adicional que podemos oferecer como fornecedor, além do que os provedores de KYC gerenciam? Estamos sempre buscando oferecer uma vantagem adicional aos operadores”, sugeriu Simelionis.