Nesta quarta-feira (18), a Comissão do Esporte da Câmara dos Deputados promoveu um debate com os candidatos Marco Antonio La Porta e Paulo Wanderley Teixeira à nova presidência do Comitê Olímpico Brasileiro (COB). Um dos temas discutidos foi a visão da gestão com a regulamentação do mercado de jogos on-line e apostas. Paulo Wanderley não esteve presente, então as perguntas foram respondidas pela chapa de Marco Antonio.
Neste próximo ciclo presidencial, o foco será Los Angeles 2028 e as eleições devem acontecer no dia 3 de outubro no Centro de Treinamento do COB, no Rio de Janeiro, apenas três dias antes das eleições municipais no país.
Durante a mediação do debate, o deputado Luiz Lima (PL-RJ) relembrou que parte do dinheiro que é investido no esporte olímpico do país advém da arrecadação de apostas em loterias. “Seja quem for que estiver à frente do Comitê Olímpico Brasileiro, entenda que esse recurso é proveniente do mais simples. Que cada presidente do Comitê Olímpico Brasileiro tenha muito respeito às leis criadas no Parlamento e, principalmente, de onde vem esse recurso.”
Ainda de acordo com o deputado, em 2017, o COB recebeu R$ 223 milhões de recursos. Em 2023, quase o dobro, R$ 401 milhões. Porém o desempenho do Brasil nas Olimpíadas de 2024 foi abaixo do que o atingido em 2020, só que agora com o dobro do investimento.
De acordo com o candidato Marco Antonio, seu plano “é dar mais transparência à distribuição de recursos privados. Esse patrocínio da Caixa [Econômica Federal], o maior da história, precisa ter regras claras da distribuição para as confederações (…). Para a Lei das Bets é a mesma coisa. Nós precisamos ter regras claras para a distribuição dos recursos. (…) O que o COB quer? Investir em modalidades como o remo, o tiro esportivo, como ciclismo, que dão muitas medalhas e o Brasil não tem conseguido medalhas. É seguir o exemplo do que é feito pelas potências olímpicas para ter uma distribuição de recursos mais assertiva e podermos voltar a evoluir nos resultados.”
Para Yane Marques (vice), distribuir em cima de um ou dois atletas a responsabilidade de serem medalhistas olímpicos não é a chave. A candidata à vice-presidência mencionou que o investimento com os recursos que vêm da Lei 14.790 seria direcionado à base de atletas, diferenciando o valor para esportes de equipe e individuais.
As duas chapas para a presidência do COB
Foram inscritas duas chapas para a presidência do COB, uma formada por Paulo Wanderley Teixeira, atual presidente e concorrendo ao terceiro mandato, e Alberto Maciel Júnior (vice). A outra chapa é formada por Marco Antonio La Porta e Yane Marques (vice).
A disputa pela presidência é definida por um colégio eleitoral formado por 55 eleitores: 34 presidentes de confederações esportivas, 19 representantes da comissão de atletas e 2 representantes brasileiros no Comitê Olímpico Internacional (COI).
Na semana passada, a organização Atletas pelo Brasil (ApB) e a Comissão de Atletas do Comitê Olímpico do Brasil (CACOB) se mostraram descontentes com a pré-candidatura de Paulo Wanderley após o resultado das Olimpíadas de Paris 2024 e lançaram uma nota pública questionando a candidatura do atual presidente.












