Ida López, ALEA, defende regulamentação das apostas em Buenos Aires após senador propor “Lei Lula”

Ida López, ALEA, concede entrevista ao SBC Noticias sobre proibição das apostas online
Crédito: SBC

Ida López, presidente da Asociación de Loterías, Quinielas y Casinos Estatales de Argentina (ALEA), comentou a proposta “Lei Lula”, apresentada em Buenos Aires e que busca proibir as apostas online, durante entrevista a Damián Martínez, jornalista do nosso site-irmão SBC Noticias. O tema faz parte do debate sobre a regulamentação do setor e as medidas que visam proteger os segmentos mais vulneráveis no mercado argentino.

O projeto de lei (PL), apresentado recentemente pelo senador Federico Fagioli (Patria Grande), visa proibir a atividade na região, reacendendo o debate sobre o alcance das políticas restritivas e o papel dos órgãos reguladores diante do crescimento do mercado ilegal, destacou o jornalista. 

Além de se opor à proibição total das apostas online, López defendeu a implementação de regras claras para a publicidade. Ela também destacou que os mercados preditivos devem estar sujeitos à regulamentação do jogo. Na entrevista, a executiva reforçou, ainda, a importância de ações para prevenir problemas relacionados ao jogo, combater as práticas ilegais e proteger menores de idade.

“Entendo que o jogo existe, que as apostas existem, e que a única forma de controlá-las, até certo ponto, é por meio da regulamentação”, afirmou López ao SBC Noticias durante a conferência anual da International Association of Gaming Regulators (IAGR).

Segundo a presidente da ALEA, a proibição total do setor não eliminaria a demanda por apostas. Além disso, o aumento da oferta ilegal, conforme mencionou, representa um risco para a sociedade como um todo, especialmente para adolescentes e crianças que começam a apostar precocemente.

“Realmente acredito que a melhor forma de controlar a atividade e de proteger a cidadania é por meio de uma regulamentação, nunca por meio de proibição”, enfatizou a executiva.

Sobre a publicidade, considerando o atual cenário argentino, no qual diversas jurisdições ampliaram as restrições para a divulgação de apostas em espaços públicos, López defendeu a necessidade de regras claras, com limites e controles. Ainda assim, posicionou-se contra a proibição total da publicidade de operadores licenciados.

Outro ponto abordado por López foi a responsabilidade do setor privado em relação a grupos mais vulneráveis, como pessoas que apresentam problemas associados ao jogo e menores de idade. Segundo ela, esse tema deve ser prioritário nas estratégias de comunicação comercial.


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