ANJL identifica 221 novos sites ilegais de apostas durante feriado do Dia das Crianças

Foto de crianças tristes.
Crédito: KieferPix / Shutterstock

A Associação Nacional de Jogos e Loterias (ANJL) identificou 221 novos sites ilegais de apostas no Brasil durante o feriado prolongado do Dia das Crianças, entre sexta-feira, 9, e segunda-feira, 12 de outubro. O levantamento foi realizado pela Legitbet, plataforma de monitoramento mantida pela entidade.

Durante este período, o Legitbet também identificou 1.439 links suspeitos divulgados nos canais monitorados, principalmente no Telegram. Para a ANJL, os números reforçam as preocupações com a exposição de crianças e adolescentes às plataformas clandestinas de apostas.

A associação também informou que, na segunda-feira, 12, último dia do feriado, 30.844 sites ilegais de apostas permaneciam ativos e acessíveis no Brasil, apesar das medidas de combate ao mercado clandestino.

Os dados se referem a diferentes indicadores monitorados pela Legitbet, tais como, novos sites identificados, links suspeitos compartilhados e quantidade total de domínios ilegais acessíveis.

ANJL alerta para riscos a crianças e adolescentes após proibição das apostas

Plínio Lemos Jorge, presidente da ANJL.
Crédito: Plínio Lemos Jorge

Para a ANJL, os resultados evidenciam os riscos associados à expansão do mercado ilegal após a publicação da Medida Provisória (MP) nº 1.394/2026, que proibiu as apostas de quota fixa no Brasil em 25 de setembro.

A entidade argumenta que, diferentemente das plataformas anteriormente autorizadas pelo Governo Federal, os operadores clandestinos não estão sujeitos aos mesmos mecanismos de identificação e verificação de idade dos usuários.

Entre essas ferramentas está o reconhecimento facial, utilizado no mercado regulado para verificar a identidade dos apostadores e impedir o acesso de menores de 18 anos no momento do cadastro, saque ou depósito.

O presidente da ANJL, Plínio Lemos Jorge, afirmou que a disponibilidade de milhares de sites clandestinos amplia a exposição do público infantojuvenil à publicidade e às ofertas de apostas ilegais.

“Quando você tem milhares e milhares de sites ilegais disponíveis na web e, ainda, mais de mil circulando em canais como o Telegram, é inegável que o assédio virtual dessas plataformas clandestinas também cresce sobre crianças e adolescentes”, afirmou.

Segundo a associação, não é possível falar em migração de apostadores menores de idade do mercado regulado para o clandestino, uma vez que as plataformas autorizadas não permitiam o acesso desse público.

Ainda assim, a ANJL considera que a proliferação de sites ilegais amplia os riscos para crianças e adolescentes, que podem encontrar essas plataformas sem as barreiras de proteção anteriormente exigidas dos operadores licenciados.


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