Polícia Civil de São Paulo deflagra Operação Falsa Las Vegas para combater suposto esquema bilionário envolvendo apostas ilegais

Carro da Polícia Civil de São Paulo.
Crédito: Shutterstock

A Polícia Civil e o Ministério Público de São Paulo realizam nesta quinta-feira, 28, a Operação Falsa Las Vegas. Esta megaoperação tem o intuito de desmantelar um suposto esquema de exploração de apostas ilegais e de lavagem de dinheiro para o crime organizado.

A Polícia Civil vai cumprir, ao todo, cinco mandados de prisão e outros 22 de busca e apreensão, segundo apurou o jornal Folha de S. Paulo nesta manhã. Entre os investigados, estão a Aposte Fácil — uma plataforma de apostas licenciada pela Loteria do Estado do Rio de Janeiro (LOTERJ) e operada pela APF Tecnologia e Participações Ltda — e o Black Vegas, um cassino online ilegal, sem qualquer tipo de licença federal ou estadual.

Segundo a estimativa dos investigadores da Polícia Civil, a Operação Falsa Las Vegas pode bloquear bens e imóveis que somam R$ 5,2 bilhões. Esta ação da Polícia e do MP-SP é um desdobramento da Operação Falso Mercúrio, deflagrada em dezembro de 2025 e que bloqueou R$ 6 bilhões de contas supostamente ligadas à facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC).

Operação Falsa Las Vegas: conexão entre Aposta Fácil e Black Vegas

Homepage do Black Vegas, plataforma de apostas ilegais alvo da Operação Falsa Las Vegas.
Screenshot da homepage do Black Vegas. Crédito: SBC

Segundo a Polícia Civil, os investigados supostamente exploravam apostas e jogos online ilegais e lavavam o dinheiro por meio de empresas de fachada e de laranjas, dificultando o rastreio das movimentações financeiras.

A Operação Falso Mercúrio tomou ciência desse suposto esquema criminoso ano passado, após analisar materiais apreendidos na sede da empresa ASX Participações e Tecnologia, como anotações relacionadas a apostas e registros de pagamentos a influenciadores digitais

Inclusive, segundo a Folha de S. Paulo, a ASX e a Aposta Fácil possuem um sócio em comum, embora sejam registradas em Barueri (SP) e Itapevi (SP), respectivamente.

Para os investigadores, a plataforma Aposta Fácil providenciava um verniz de legalidade para as operações, já que a empresa é credenciada pela LOTERJ, ao mesmo tempo em que o grupo operava o site Black Vegas, que é completamente ilegal e hospedado no exterior. E a ASX funcionaria como o núcleo financeiro do esquema.

A Polícia Civil afirma, segundo a Folha de S. Paulo, ter documentos que indicam que o Black Vegas foi adquirido por sócios da Aposta Fácil por R$ 1 milhão.

Outro lado

A reportagem da Folha de S. Paulo procurou as empresas e pessoas que estão sendo investigadas pela Operação Falsa Las Vegas, mas ainda não obteve resposta. O SBC Notícias Brasil localizou o telefone da APF Tecnologia e Participações Ltda, operadora da Aposta Fácil, mas não conseguiu contato até a publicação desta matéria.

Este espaço será atualizado assim que obtermos mais informações.


Leia também sobre a Operação Jogo Sujo, deflagrada em 21 de maio e que também investiga a exploração de apostas ilegais.


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