ANJL comenta pesquisa do Datafolha: “apostas não são a principal causa de endividamento”

Questionário digital projetado em frente à tela do computador
Crédito: Shutterstock

Na quarta-feira, 15, a Associação Nacional de Jogos e Loterias (ANJL) comentou a nova pesquisa do Datafolha sobre apostas online no Brasil. A entidade destacou que o levantamento confirma que o setor não é a principal causa do endividamento da população brasileira. 

A ANJL também ressaltou que a pesquisa demonstrou recuo em índices relacionados às finanças dos jogadores, incluindo o comprometimento da renda e o uso de dinheiro emprestado para apostar. 

“Além de revelar recuos em índices sobre os impactos financeiros dos jogos, o levantamento mostra que a parcela que aposta, apenas 7%, manteve-se estável desde 2024, contrariando as ilações de que houve um aumento indiscriminado no hábito de apostar desde o início do mercado regulado”, afirmou a ANJL em nota oficial.

A entidade também apontou uma redução no valor médio gasto em cassinos online mensalmente, de R$ 354, em 2024, para R$ 232 atualmente. Para a ANJL, os dados contrariam o argumento de que os brasileiros estariam cortando despesas essenciais, como alimentação e vestuário, para aumentar os gastos com apostas.

Foto de Plínio Augusto Lemos Jorge, presidente da ANJL.
Plínio Lemos Jorge, LinkedIn.

“Por se tratar de uma pesquisa completamente anônima, não há razão para supor que as pessoas entrevistadas pelo Datafolha mentiriam. Assim, isso nos dá um raio-x importante da realidade, mostrando que a extensão dos impactos negativos das apostas está muito abaixo do que se imaginava”, disse Plínio Lemos Jorge, presidente da ANJL.

O executivo também destacou que o intervalo de um ano e meio entre os dois levantamentos evidencia a importância das regras estabelecidas pela regulamentação das apostas. Ele citou, entre elas, as ferramentas para inibir a ludopatia e a intensificação da fiscalização para combater operadores ilegais.

“A pesquisa mostra que houve estabilização no número de apostadores, assim como na frequência das apostas. Ao mesmo tempo, houve redução significativa no gasto médio mensal com cassinos online. Portanto, as bets estão sendo encaradas como mais uma forma de entretenimento pela maioria dos apostadores”, afirmou Jorge.

A ANJL também avaliou que a divulgação da pesquisa ocorre em momento estratégico, antes do início da campanha eleitoral. Segundo a entidade, os dados contribuem para evitar a disseminação de informações enganosas sobre o mercado de apostas durante esse período.

ANJL avalia novas restrições à publicidade de apostas

Além disso, recentemente, a ANJL manifestou apoio às novas regras de publicidade para apostas, publicadas pelo Ministério da Fazenda por meio de portarias, e reforçou a necessidade de combater o mercado ilegal. No entanto, a entidade demonstrou preocupação com a ampliação das restrições à publicidade do setor em espaços públicos na cidade do Rio de Janeiro.

“O Decreto do Rio de Janeiro causa ainda mais preocupação porque o município não tomou qualquer medida para coibir o jogo ilegal. Mas um mercado regulado, que paga impostos e gera milhares de empregos, é objeto de um ataque infundado”, afirmou a ANJL em comunicado oficial.


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