CBF quer limitar presença de casas de apostas entre patrocinadores da Copa do Brasil

Foto tirada da Copa do Brasil, torneio patrocinado pela Betano.
Crédito: Shutterstock

A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) pretende reduzir a concentração de marcas de apostas entre os anunciantes da Copa do Brasil a partir do próximo ciclo comercial da competição, segundo apuração publicada pelo jornal O Globo nesta sexta-feira, 11.

De acordo com o jornal, a entidade máxima do futebol brasileiro não pretende excluir o setor de apostas da estratégia comercial do torneio, mas trabalha com a ideia de ter apenas uma empresa de cada segmento entre os anunciantes.

Atualmente, a Betano, casa de apostas da Kaizen Gaming, detém os naming rights da Copa do Brasil. A marca dá nome ao torneio mata-mata desde 2023 e também detém os naming rights do Campeonato Brasileiro – Série A (Brasileirão) desde 2024.

O SBC Notícias Brasil entrou em contato com a Betano para perguntar se a marca já renovou o acordo para a Copa do Brasil de 2027, mas não obteve resposta até a publicação desta matéria.

CBF busca maior diversidade entre patrocinadores da Copa do Brasil

Brasão da Confederação Brasileira de Futebol (CBF).
Crédito: Shutterstock

A mudança faz parte de uma estratégia para ampliar a diversidade de setores representados entre os parceiros da Copa do Brasil e evitar uma exposição excessiva de empresas de apostas, cenário que a própria reportagem do jornal O Globo descreve como uma “overdose de bets” no futebol brasileiro.

A CBF também pretende priorizar empresas já consolidadas no mercado e que, na avaliação de seus dirigentes, possam contribuir para a valorização da competição. Segundo o jornal, a entidade aceita abrir mão de uma estratégia voltada exclusivamente à maximização das receitas para ser mais seletiva na escolha dos anunciantes.

A margem para essa abordagem aumentou após a negociação dos direitos de transmissão da Copa do Brasil para o período entre 2027 e 2030, que superou R$ 4 bilhões, valor aproximadamente 80% superior ao obtido no ciclo anterior. A CBF vendeu os direitos para a Globo, Amazon e ESPN na quinta-feira, 10.

A entidade também decidiu assumir diretamente a operação comercial da competição, sem uma agência intermediária. Assim, a CBF também ficará responsável pela produção do sinal dos jogos a partir de 2027 e pretende comercializar diferentes espaços dentro das transmissões, incluindo cronômetro, estatísticas, escalações, identificação do destaque da partida e outras inserções.


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