A decisão que o Governo Federal está prestes a tomar sobre novas restrições ao mercado de apostas de quota fixa ocorre em um momento de maior pressão eleitoral sobre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
De acordo com uma pesquisa Quaest divulgada nesta semana, Flávio Bolsonaro (PL) está numericamente à frente do petista em uma eventual disputa de segundo turno em Minas Gerais, estado considerado estratégico nas eleições presidenciais.
Flávio Bolsonaro aparece com 40% das intenções de voto entre os mineiros, contra 37% de Lula. Apesar da inversão, os candidatos seguem tecnicamente empatados, já que a margem de erro do levantamento é de três pontos percentuais para mais ou para menos. Na rodada anterior, Lula tinha 38%, enquanto Flávio registrava 35%.
O levantamento foi realizado pela Quaest, a pedido da Rede Globo, com 1.506 eleitores entre 4 e 7 de setembro.
Cenário em Minas Gerais aumenta alerta para campanha de Lula
Em análise publicada pelo g1, Felipe Nunes, diretor e sócio-fundador da Quaest e professor de Políticas Públicas da Fundação Getúlio Vargas (FGV), destacou a importância de Minas Gerais para a leitura do cenário nacional. Desde 1989, o candidato vencedor da eleição presidencial também foi o mais votado no estado na rodada decisiva.
No entanto, Nunes ponderou que esse histórico não transforma Minas Gerais em uma previsão do resultado nacional. Para o cientista político, o estado ganha relevância por reunir um eleitorado numeroso e diferentes perfis sociais e regionais. O aumento de intenções de voto em Flávio Bolsonaro serve como um sinal de alerta para Lula na reta final da corrida presidencial.
Adicionalmente, o cenário em Minas Gerais acompanha uma dificuldade mais ampla de Lula no Sudeste. Segundo a análise de Nunes, Flávio também aparece numericamente à frente do presidente em simulações de segundo turno em São Paulo e no Rio de Janeiro. Na pesquisa nacional mais recente da Quaest, os dois estão empatados em 41% no segundo turno, enquanto, no recorte do Sudeste, Flávio soma 43% e Lula, 34%.
Apostas entram no cálculo eleitoral do governo

O governo avalia editar uma medida provisória (MP) para impor novas restrições às empresas de apostas autorizadas a operar no Brasil. Além de medidas mais brandas, como mais restrições à publicidade de apostas, uma ala do governo defende medidas mais robustas contra os cassinos online.
Pesquisas internas do PT indicam que três em cada quatro brasileiros são contrários às apostas, enquanto o governo avalia preocupações relacionadas ao endividamento e aos transtornos associados ao jogo. Por produzir efeitos imediatos após a publicação, a MP permitiria ao Poder Executivo implementar eventuais mudanças antes do primeiro turno e do eventual segundo turno das eleições de outubro.
Enquanto Lula adotou uma postura crítica às apostas online ao longo de 2026, Flávio Bolsonaro ainda não traçou planos específicos para o setor.
Quer conferir mais histórias como esta? Acesse o novo canal da SBC Media no YouTube, o novo espaço dedicado a tudo relacionado à multimídia na SBC, onde nossa equipe explora em detalhes as principais notícias dos setores de apostas esportivas, iGaming, afiliados e pagamentos.
Receba um resumo com as principais notícias sobre o mercado de jogos online e de apostas esportivas no Brasil através do link. A newsletter é enviada toda segunda, terça e quinta-feira, sempre às 17 horas.












