Kaizen Gaming defende mercado regulado e garante empregos no Brasil até decisão do Congresso Nacional

Placa da Betano.
Crédito: Shutterstock

A Kaizen Gaming, proprietária da Betano, defendeu o mercado regulado de apostas no Brasil e reforçou que manterá os empregos de seus funcionários no país até a conclusão da análise da Medida Provisória (MP) nº 1.394/2026, que proíbe as apostas de quota fixa, pelo Congresso Nacional.

Em publicação no LinkedIn, a Kaizen Gaming criticou a proibição das apostas online, em vigor desde 25 de setembro, e alertou para os impactos econômicos e sociais da medida. A empresa também utilizou o post para reafirmar seu compromisso de longo prazo com o mercado brasileiro.

“Aos nossos colegas no Brasil: garantimos que seus empregos estão seguros até o fim do processo de análise da medida provisória pelo Congresso Nacional”, afirmou a Kaizen Gaming.

A companhia destacou que as consequências da proibição ultrapassam os operadores de apostas, atingindo pequenas e médias empresas dos setores de tecnologia, telecomunicações, mídia, serviços e educação, além da economia esportiva. Um levantamento da Associação Nacional de Jogos e Loterias (ANJL) identificou que mais de 3.500 trabalhadores perderam seu emprego após a proibição.

Kaizen Gaming afirma que regulamentação protege apostadores

A Kaizen Gaming argumentou que o mercado regulado brasileiro, que entrou em funcionamento em janeiro de 2025, estabeleceu mecanismos de proteção aos consumidores, incluindo ferramentas de autoexclusão, limites de apostas e restrições para beneficiários do Bolsa Família.

A empresa também destacou a contribuição tributária da indústria. No primeiro semestre de 2026, por exemplo, o Brasil arrecadou R$ 8,747 bilhões com apostas e jogos online.

Para a proprietária da Betano, a proibição não elimina a demanda por apostas e pode direcionar os consumidores para operadores que não oferecem os mecanismos de proteção exigidos no mercado regulado nem contribuem com a arrecadação tributária brasileira. Um outro levantamento da ANJL identificou 30 mil sites de apostas ilegais no Brasil.

Apesar das críticas, a empresa afirmou que está cumprindo integralmente a legislação vigente e que honrará os compromissos de investimento social já assumidos no país.

“Apostar envolve riscos reais. Proibir não é proteger. Regras, fiscalização e educação, sim”, declarou a Kaizen Gaming.

Ao encerrar sua publicação, a Kaizen Gaming reafirmou que pretende permanecer no país, independentemente das incertezas regulatórias atuais.

“Continuamos comprometidos com o Brasil e estamos aqui para o longo prazo”, concluiu a empresa.

Flamengo, patrocinado pela Betano, já protestou duas vezes contra proibição

Danilo, zagueiro do Flamengo.
Crédito: Flamengo

O Flamengo, que tem a Betano como patrocinadora máster desde agosto de 2025, já entrou em campo duas vezes com a mensagem “Proibir não é proteger” estampada na camisa, ocupando o espaço anteriormente destinado à marca da casa de apostas.

A primeira manifestação aconteceu em 8 de outubro, durante o empate por 2 a 2 contra o Santos, na Vila Belmiro, pelo Campeonato Brasileiro.

O clube repetiu a iniciativa no clássico contra o Fluminense, realizado em 11 de outubro, no Maracanã. Na ocasião, as duas equipes exibiram a mesma mensagem nos uniformes. O Fluminense, por sua vez, é patrocinado pela Superbet.

A campanha integra uma mobilização apoiada pela ANJL e pelo Instituto Brasileiro de Jogo Responsável (IBJR), que defendem a manutenção do mercado regulado e alertam para os impactos da proibição sobre os investimentos no esporte brasileiro.

Além dos protestos feitos por Flamengo e Fluminense, todas as partidas do Brasileirão estão exibindo frases em defesa do mercado regulado nas placas de publicidade.


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