ANJL e IBJR apoiam ação de clubes contra fim das apostas no Brasil: “Proibir não é proteger”

Pessoas colocando a mão uma sob a outra, simbolizando união.
Crédito: Shutterstock

A Associação Nacional de Jogos e Loterias (ANJL) e o Instituto Brasileiro de Jogo Responsável (IBJR) apoiaram a manifestação pelo fim do mercado regulado de apostas no último final de semana, nas partidas entre São Paulo e Santos e Atlético-MG e Red Bull Bragantino.

Por meio de espaços nas placas ao redor do campo, cedidos pela ANJL e pelo IBJR, as empresas de apostas promoveram as seguintes mensagens:

  • “Proibir não é proteger”;
  • “A proibição não acaba com as apostas”; e
  • “Acaba com a proteção de quem aposta”.

Manifesto destaca impactos da proibição das apostas

ANJL apoia ação de clubes contra a proibição das apostas.
Manifesto contra MP nº 1.394/2026. Crédito: ANJL.

O manifesto foi realizado por empresas licenciadas para chamar a atenção para os impactos da proibição das apostas no país. A iniciativa utilizou os espaços publicitários disponíveis nos estádios durante as partidas do Brasileirão para levar ao público mensagens sobre a relação entre a regulamentação do setor e a proteção dos apostadores.

A ação também ocorre em meio às discussões sobre os efeitos da MP nº 1.394/2026 para o mercado regulado e para os diferentes setores ligados às apostas, incluindo o futebol. Com as mensagens exibidas nas placas ao redor do campo, as entidades buscaram levar o debate sobre a decisão para um dos principais ambientes de exposição das apostas no país.

A ação é resultado da Medida Provisória (MP) nº 1.394/2026, assinada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em 25 de setembro, que proibiu as apostas online no Brasil. Os clubes foram impactados pela decisão e decidiram se posicionar.

Segundo a ANJL, a MP afeta tanto os compromissos já firmados quanto o planejamento das próximas temporadas, além de impactar a negociação e a renovação de acordos de patrocínio e a previsibilidade de investimentos no esporte.

Plínio Lemos Jorge, presidente da ANJL, afirmou: “Para ANJL e o IBJR, a manutenção de um ambiente regulado, com regras claras e segurança jurídica, é fundamental para que clubes, empresas e demais agentes da cadeia esportiva possam planejar seus investimentos de longo prazo”.

Carlos Lima, presidente do IBJR, também comentou a proibição: “Para as entidades, eventuais mudanças devem considerar os efeitos sobre essa cadeia e preservar a segurança jurídica necessária para que empresas, clubes e demais parceiros possam planejar investimentos e cumprir compromissos assumidos”.


Leia também a entrevista que o SBC Notícias Brasil fez com o advogado Neil Montgomery sobre o atual cenário de apostas do Brasil durante o SBC Summit 2026. 


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