Reflexões sobre a Copa do Mundo de Clubes: Lições do torneio

Imagem do troféu da Copa do Mundo de Clubes
Crédito: Shutterstock

Com o fim da Copa do Mundo de Clubes de 2025, Simon Noy, VP Sênior de Trading da Kambi, fez uma análise do torneio e compartilhou com o site-irmão SBC News como ele impactou o cenário das apostas esportivas. A reflexão fala sobre onde o evento foi mais popular e também se ele, de fato, conseguiu preencher o vazio do verão. Confira essa análise sobre o torneio de clubes mais recente — e controverso — do futebol.

Desde o início, a Copa do Mundo de Clubes prometia controvérsia. A mudança do formato tradicional de sete equipes para um torneio completo com 32 clubes trouxe mais jogos, mais dinheiro e bem mais escrutínio.

Pep Guardiola resumiu o sentimento de muitos ao dizer que o torneio poderia “destruir” a campanha do Manchester City na temporada de 2025-26 da Premier League. Apesar do tom dramático, sua fala refletiu uma preocupação real no futebol com o bem-estar dos jogadores. A grave lesão de Jamal Musiala, do Bayern de Munique — fratura na fíbula e luxação no tornozelo contra o PSG — foi um lembrete trágico disso.

Outro ponto foi o público. Ou melhor, a ausência dele. Apesar da promessa de um festival global do futebol, alguns jogos tiveram arquibancadas vazias, em cenas parecidas com torneios amistosos de pré-temporada.

Ainda assim, o torneio trouxe bons resultados para as das casas de apostas. Na Kambi, ficamos satisfeitos ao ver que algumas partidas tiveram volume de apostas comparável ao de um bom jogo de oitavas da Champions League. Embora isso não tenha sido surpresa, foi encorajador ver um nível positivo de engajamento — com efeitos que vão além das apostas feitas no próprio torneio.

Duas regiões, duas histórias

Na América Latina, o torneio realmente capturou a imaginação do público. Torcidas apaixonadas, bons desempenhos de clubes como Fluminense e Palmeiras, e o orgulho de enfrentar os gigantes europeus impulsionaram o engajamento.

E isso ficou evidente nos dados. Na Kambi, mais de 80% de todas as apostas no torneio vieram da América Latina. Isso reflete não só o entusiasmo dos torcedores, mas também a força da nossa crescente rede de parceiros locais. Ao acessar suas casas de apostas favoritas, esses usuários encontraram uma oferta da Kambi pensada para engajar, com variedade de mercados relevantes sustentados por precificação e trading com inteligência artificial.

O timing também ajudou. O mercado regulamentado de apostas esportivas no Brasil foi lançado oficialmente em 1º de janeiro, gerando impulso extra no momento ideal. Além disso, o torneio aconteceu em meio às temporadas dos campeonatos locais na região. A demanda por apostas estava clara — e a Kambi, pronta para atendê-la com seus parceiros.

Preenchendo o vazio do verão — mais ou menos

Uma das grandes dúvidas era se o Mundial poderia preencher o vazio deixado pela ausência de torneios internacionais como a Eurocopa ou Copa América neste verão. A resposta? Sim e não.

Sim, porque foi de longe o maior evento de apostas do verão para nós — sem surpresas aí. Mas o contexto importa: estamos comparando com um ano (2024) recheado de grandes competições internacionais. Em comparação, o Mundial claramente não teve o mesmo apelo emocional ou popularidade.

Bet Builder e mercados especiais seguem em alta

Uma lição clara do torneio foi o crescimento contínuo do Bet Builder (criador de apostas). Mais de um terço das apostas pré-jogo foram feitas com essa ferramenta, e houve forte correlação entre seu uso e o engajamento ao longo das fases. É uma prova de que permitir ao jogador personalizar apostas aumenta a retenção e diversão — especialmente em torneios com confrontos incomuns e resultados imprevisíveis.

Crédito: Kambi

Os dados mostram que quem usou o Bet Builder nas rodadas iniciais, teve mais chances de voltar nas fases eliminatórias — cerca de 75% dos apostadores que usaram o recurso na terceira rodada voltaram para os mata-matas. Esse poder de retenção é algo que vamos seguir de perto e aprimorar em torneios futuros, grandes ou pequenos.

Os mercados especiais por jogador também mostraram grande popularidade, e expandi-los é parte central da estratégia da Kambi. Não só os mercados tradicionais — como “jogador para marcar” ou “jogador com chute no alvo” — foram bem, como também opções como “defesas do goleiro” e nosso exclusivo “chute no alvo entre os minutos X-Y” geraram engajamento, mostrando o apetite por mercados mais específicos.

Se nada mais, o Mundial mostrou o quão fragmentado é o público global do futebol — e como é crucial adaptar as ofertas a cada região. Embora o torneio tenha enfrentado dificuldades para se encaixar no calendário europeu, teve ótimo desempenho na América Latina, com a combinação certa de emoção, orgulho local e oportunidade de mercado.

Por ora, o Mundial de Clubes deixa muitos aprendizados — e muito a ser desenvolvido até a próxima edição, daqui a quatro anos.