A Flutter Entertainment concluiu, depois de meses de processo, a aquisição da participação majoritária na NSX, empresa dona de uma das maiores casas de apostas on-line do Brasil, a Betnacional.
A companhia, listada na Bolsa de Nova York (NYSE), pagou US$ 350 milhões por 56% da NSX, consolidando sua posição de destaque em mais um mercado — este, aliás, tem sido o centro das maiores expectativas nos últimos dois anos, como reportado pelo SBC News.
Após a aquisição, a Flutter espera que a integração gere uma receita adicional de US$ 200 milhões para sua operação internacional até o final de 2025. No entanto, a empresa também prevê uma perda de EBITDA de US$ 70 milhões, como resultado do pagamento de US$ 350 milhões e dos investimentos planejados para aquisição de novos clientes.
João Studart, CEO do Grupo NSX, será o responsável por liderar a ação da Flutter no Brasil com a aquisição. Em sua comemoração nas redes sociais, Studart afirmou que “essa transição representa muito mais do que uma mudança de nome”, e que este é “o reconhecimento de um trabalho que começou como uma startup brasileira e que, com visão estratégica, talento e consistência, se consolidou como referência no setor de apostas e entretenimento digital, com marcas líderes como a Betnacional”.
Levando o “Flutter Edge” ao Brasil
Nos últimos anos, a Flutter tem adotado uma política de aquisição de marcas “medalha de ouro” em alguns dos maiores mercados do mundo. A própria empresa nasceu de uma fusão: a união entre Paddy Power e Betfair, em 2015.
A empresa adquiriu a Adjarabet, da Geórgia, em 2019, e, mais significativamente, a líder do mercado norte-americano, FanDuel, em 2020. Cinco anos depois, a FanDuel se destaca como o ativo mais valioso do grupo — embora isso não tenha feito a Flutter abandonar sua visão internacional, com a Itália se tornando um alvo relevante em fusões e aquisições.
Dada a enorme expectativa para o lançamento do mercado regulado no Brasil, e as projeções da H2 Gambling Capital de que o setor alcançará US$ 10 bilhões (R$ 47,2 bilhões) em receita bruta (GGR) até 2029, era natural que a Flutter aplicasse aqui sua estratégia de adquirir o que chama de “heróis locais”.
Fundada em 2021, a Betnacional foi uma das primeiras a obter licença dentro do regime brasileiro regulamentado. A empresa é a quinta maior em participação de mercado, mas atua em um ambiente já altamente competitivo e saturado.
A Flutter firmou os termos para adquirir 56% da NSX em setembro do ano passado. O plano é que a NSX/Betnacional forme a espinha dorsal da operação “Flutter Brasil”, com o suporte do produto, tecnologia e escala do grupo, conhecido como “Flutter Edge”.
Peter Jackson, CEO do grupo, celebrou: “A combinação da ampla expertise local da NSX, com o nosso negócio já existente no Brasil e as vantagens do Flutter Edge, cria uma oportunidade irresistível de aproveitarmos todo o potencial de crescimento futuro no país”.












