Consórcio SP Lotéricas vence licitação para operar Loteria Paulista

Consórcio SP Lotéricas vence licitação para operação da Loteria Paulista por 15 anos

Nesta segunda-feira, 2, a Secretaria de Parcerias em Investimentos (SPI) do Estado de São Paulo oficializou que o Consórcio SP Lotéricas venceu a Concorrência Internacional nº 01/2024, tendo, agora, concessão dos serviços públicos lotéricos no estado.

A decisão, que foi publicada no Diário Oficial, afirma que o grupo atendeu integralmente às exigências do edital, sendo declarado válido para assumir a operação da Loteria Paulista.

O contrato, com validade de 15 anos, prevê investimentos de R$ 333 milhões, incluindo a instalação de 31 unidades físicas exclusivas e mais de 11 mil pontos de venda não exclusivos espalhados pelo estado. Também está autorizada a operação virtual dos serviços, com liberdade para definição de preços, estratégias de comercialização e modelos de loteria (prognósticos esportivos, numéricos e instantâneos).

O governo estadual estima arrecadar R$ 3,4 bilhões ao longo dos 15 anos de contrato, valores que devem ser direcionados à área da saúde. A operação contemplará modalidades como loteria de prognóstico (incluindo apostas esportivas) e loteria instantânea (como as populares raspadinhas), com liberdade para o concessionário definir os produtos e canais de venda.

Liderado pela IGT Global Services Limited, o consórcio foi o único a permanecer na disputa após a desclassificação do Consórcio Aposta Vencedora, que fez uma proposta de R$ 600 milhões, mas não pagou a outorga em tempo hábil. A decisão gerou questionamentos e até denúncias, reportado pelo SBC Notícias Brasil anteriormente.

Conforme estabelece o edital, as licitantes ainda podem apresentar recurso até o terceiro dia útil após a publicação do extrato. Se não houver contestações com efeito suspensivo, a contratação poderá seguir para homologação definitiva.

Loteria Paulista: o escândalo por trás do Consórcio Aposta Vencedora

Uma funcionária relatou ao portal com exclusividade que os outros funcionários que só souberam da desclassificação do consórcio um dia antes da publicação no Diário Oficial, no dia 8 de maio de 2025.

Uma das ex-diretoras afirmou que, durante meses, os funcionários foram mantidos em um escritório com contratos irregulares, orientações vagas e ordens para “achar brechas” na legislação, enquanto a empresa atuava como se as operações estivessem em andamento, sem sequer ter pagado a outorga.

A cobertura completa da denúncia está disponível no SBC Notícias Brasil.