Casas de apostas sem autorização para operar no mercado regulado poderão divulgar suas marcas como patrocinadoras da FIFA durante a Copa do Mundo Feminina de 2027, que será sediada no Brasil. A permissão, no entanto, estará condicionada ao bloqueio das plataformas no país e à proibição de oferecer apostas ao público brasileiro.
A possibilidade foi criada pela legislação específica aprovada para a realização do torneio no Brasil. Segundo reportagem do InfoMoney, o texto abriu uma exceção às normas gerais do mercado regulado, que permitem publicidade de apostas apenas para empresas autorizadas pela Secretaria de Prêmios e Apostas do Ministério da Fazenda (SPA/MF).
Na prática, um operador estrangeiro contratado ou parceiro comercial da FIFA poderá associar sua marca à entidade e exibi-la em ações relacionadas à competição, mesmo sem possuir a outorga federal. A empresa não poderá, contudo, captar clientes, receber apostas ou direcionar campanhas para a oferta desses serviços no território brasileiro.
Bloqueio de plataformas não autorizadas será obrigatório

Em resposta ao InfoMoney, o Ministério da Fazenda afirmou que eventuais patrocinadores não autorizados deverão impedir o acesso de usuários localizados no Brasil.
De acordo com a pasta, trata-se de uma tecnologia “amplamente utilizada e conhecida pelos operadores de apostas online”. As restrições deverão ser observadas tanto durante a Copa do Mundo Feminina quanto nas ações promocionais realizadas antes do início da competição.
A medida permitirá que a FIFA mantenha acordos comerciais globais com marcas que não atuam legalmente no Brasil, desde que a exposição institucional não seja utilizada como porta de entrada para a oferta irregular de apostas no país.
Operadores poderão solicitar licença temporária
Operadores sem autorização poderão solicitar uma licença válida somente durante o período do evento, mediante o pagamento de valores proporcionais aos cobrados das empresas autorizadas a atuar permanentemente no mercado brasileiro, R$ 30 milhões por cinco anos.
Patrocinadores da FIFA que optarem pela permissão temporária terão prioridade na análise dos pedidos. A mesma preferência será concedida às empresas vinculadas à entidade que solicitarem uma autorização regular para continuar operando depois do torneio.
As condições e limitações também deverão alcançar empresas que atuam no mercado preditivo. Para o Ministério da Fazenda, plataformas que oferecem contratos atrelados a eventos futuros em esportes, política e assuntos cotidianos funcionam essencialmente como sites de apostas ilegais. Em abril, o governo bloqueou a Kalshi, a Polymarket e outras 26 plataformas.
A ADI Predicstreet esteve entre as patrocinadoras da Copa do Mundo de 2026. O anúncio da parceria, porém, não mencionou a Copa Feminina de 2027.
Procurada pelo InfoMoney, a FIFA não respondeu se manterá esse tipo de patrocínio na Copa do Mundo Feminina de 2027 nem explicou quais mecanismos pretende adotar para garantir o cumprimento das regras locais.
Quer conferir mais histórias como esta? Acesse o novo canal da SBC Media no YouTube, o novo espaço dedicado a tudo relacionado à multimídia na SBC, onde nossa equipe explora em detalhes as principais notícias dos setores de apostas esportivas, iGaming, afiliados e pagamentos.
Receba um resumo com as principais notícias sobre o mercado de jogos online e de apostas esportivas no Brasil através do link. A newsletter é enviada toda segunda, terça e quinta-feira, sempre às 17 horas.












