O H2bet, casa de apostas do Grupo H2, encerrou antecipadamente seu contrato de patrocínio com o Atlético-MG, após a Medida Provisória (MP) nº 1.394/2026, que proíbe as apostas de quota fixa no Brasil. Com isso, o Atlético se tornou o primeiro da Série A do Campeonato Brasileiro a anunciar publicamente o fim de um acordo com uma empresa do setor desde o anúncio da MP em 25 de setembro.
A parceria havia começado em janeiro de 2025 e tinha duração prevista até o fim de 2027. O H2bet ocupava o espaço de maior destaque na camisa da equipe masculina, além de aparecer nos uniformes de treinamento, no time feminino e nos canais digitais do Atlético-MG.
O acordo rendia aproximadamente R$ 60 milhões por ano ao clube mineiro. Com o encerramento antecipado, anunciado em 3 de outubro, o Atlético-MG perde uma de suas principais fontes de receita comercial.
Em mensagem publicada nas redes sociais, o H2bet confirmou o término da parceria e agradeceu ao clube e aos torcedores.
“Para o H2bet, essa parceria sempre foi além da marca estampada na camisa. Foi sobre estar perto da Massa, ouvir seu grito de ‘Galo!’ e viver essa paixão a cada jogo. Hoje, nossa parceria chega ao fim. Mas o que escrevemos juntos fica na história. Obrigado, Atlético”, afirmou a empresa.
Governo de Minas anuncia R$ 15 milhões ao Atlético-MG
Parte da perda de receita será compensada por uma iniciativa do governo de Minas Gerais. O governador Mateus Simões anunciou um aporte de R$ 15 milhões ao Atlético-MG até o fim de 2026. O governo mineiro também vai pagar R$ 15 milhões ao Cruzeiro, maior rival do Atlético, e R$ 2 milhões ao América-MG, terceira força do estado.
Como contrapartida, marcas de empresas estatais mineiras, incluindo Cemig e Codemge, passarão a aparecer nos uniformes dos clubes.
Clubes começam a retirar marcas de operadoras de apostas
Além do Atlético-MG, outros clubes brasileiros começam a adaptar seus contratos após o governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT) proibir as apostas online.
Algumas equipes inicialmente optaram por retirar a exposição das marcas do setor de apostas sem anunciar o rompimento definitivo dos contratos. Na sexta-feira, 2, por exemplo, o Santos enfrentou o São Paulo sem a Novibet em seu uniforme, enquanto o clube paulista ainda exibiu a Superbet durante o clássico.
A Brax, responsável pela comercialização das placas publicitárias do São Paulo, também exibiu a frase “Proibir não é proteger” nos painéis de LED ao redor do gramado. A maioria dos clubes se posicionaram contra o fim do mercado regulado e tentam reverter a medida no Supremo Tribunal Federal (STF).
O prazo final para a retirada de marcas vinculadas às casas de apostas é hoje, às 23h59. Com isso, outros clubes deverão retornar ao calendário do futebol brasileiro sem a exposição de patrocinadores do segmento.
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