Presidente Lula se reunirá com pastas do governo para discutir medidas de controle de apostas

Presidente Lula se reune com pastas do governo para discutir medidas de controle de apostas

Está marcada para hoje, 3, a reunião do presidente Luiz Inácio Lula da Silva com as pastas da Fazenda, Saúde, Esporte, Casa Civil e Desenvolvimento Social para falar do mercado de apostas e jogos on-line.

Depois de semanas de programação, inclusive em mesa redonda promovida por Brasil e Espanha, o presidente toma o palanque para discutir medidas efetivas após a divulgação do estudo do Banco Central (BC) sobre gastos de beneficiários do Bolsa Família em apostas.

A expectativa ao redor do encontro é a criação do pacote de medidas para evitar o endividamento e dar apoio ao controle do vício em jogo, mas o principal é como controlar o recurso de programas sociais como o Bolsa Família direcionado para apostas.

Além disso, é possível também que sejam apresentadas proibições efetivas de métodos de pagamento em sites de apostas que já são legalmente previstas com a regulamentação do setor – como a função de cartão de débito, por exemplo.

Medidas que foram propostas para ação do governo Lula

Nas últimas semanas, as principais soluções discutidas foram a proibição total do uso de cartão de crédito para apostas efetivamente a partir de outubro deste ano, em vez de janeiro de 2025 – apenas 3% das receitas de casas de apostas derivam de cartões de crédito, segundo a Associação Nacional de Jogos e Loterias (ANJL).

Além disso, a suspensão do Pix e outros métodos de pagamentos instantâneos até a regulamentação oficial do mercado também foi colocada em pauta pelo presidente da Federação Brasileira de Bancos (Febraban) nesta quarta-feira, 3.

Nesta alternativa entra também o bloqueio da função do débito de cartões, não somente de beneficiários do Bolsa Família e outros programas sociais, a fim de impedir a transferência para casas de apostas. Essa solução visa limitar caminhos secundários que um beneficiário teria para “despistar” em outro cartão, sem ser o do programa social, o dinheiro que vai para casas de apostas.

Para Roberto Campos, presidente do Banco Central, a separação entre a linha de crédito e o mercado de apostas é “bastante necessária”. “Não faz sentido banco ter bet. Na nossa interpretação, é uma coisa que não deveria existir. Mas acho que é uma política do governo, o governo está debruçado sobre isso”, disse o presidente nesta quarta-feira, 2.