CBF investiga cartão amarelo recebido por Lucho Acosta, do Fluminense, no Brasileirão

Lucho Acosta, jogador do Fluminense, é fotografado durante partida do Brasileirão.
Crédito: Shutterstock

A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) abriu uma investigação após receber um relatório sobre um volume atípico de apostas no cartão amarelo de Lucho Acosta, meio-campista do Fluminense, durante o empate por 1 a 1 com o Red Bull Bragantino pelo Campeonato Brasileiro – Série A (Brasileirão).

A partida foi disputada em 17 de julho, no Maracanã, pela 19ª rodada do Brasileirão. A informação foi publicada inicialmente pelo jornalista Rodrigo Mattos, que assina uma coluna no UOL.

Segundo a apuração, a Stake comunicou um movimento anormal de apostas no mercado relacionado a uma advertência para Lucho Acosta. O alerta foi encaminhado à Sportradar, empresa contratada pela FIFA para monitorar as Séries A e B do Campeonato Brasileiro, e depois chegou à CBF.

A apuração do UOL também aponta que parte das apostas foi paga com criptomoedas, fator que pode dificultar a identificação e a localização dos apostadores. Após ser alertada, a CBF notificou a Polícia Federal, o Ministério Público e o Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD), mas o caso ainda está em uma etapa preliminar.

Fluminense diz que vai colaborar com a investigação e que Lucho Acosta negou irregularidade

O Fluminense informou que recebeu uma notificação sigilosa da CBF e declarou estar disponível para colaborar com as autoridades responsáveis pela apuração.

“O Fluminense FC recebeu notificação sigilosa da CBF sobre o fato e informa que está à disposição para colaborar com os órgãos competentes. O atleta negou participação em qualquer tipo de irregularidade”, afirmou o clube carioca, em nota enviada ao UOL.

Foto de Lucho Acosta, jogador do Fluminense.
Lucho Acosta. Crédito: Shutterstock

Acosta recebeu o cartão aos 47 minutos do segundo tempo, durante uma confusão generalizada entre jogadores das duas equipes. O tumulto começou após uma falta de Canobbio, do Fluminense, em Lucas Barbosa, do RB Bragantino.

Apesar de estar distante do lance, Lucho Acosta correu em direção à confusão e empurrou Lucas Barbosa, dando início a uma confusão generalizada. Na súmula, o árbitro Davi de Oliveira Lacerda justificou a advertência pela conduta do argentino fora da disputa de bola.

Segundo dados do Transfermarkt, este foi o quarto cartão amarelo recebido por Lucho Acosta no Brasileirão 2026. Ele participou de 16 das 20 partidas que o Fluminense disputou na competição e é um dos destaques do time.

A existência de um volume incomum de apostas não comprova, isoladamente, que tenha ocorrido manipulação. A investigação vai verificar se houve intenção de provocar o cartão para beneficiar apostas ou se a movimentação foi causada por outros fatores, como rumores ou informações compartilhadas entre apostadores.

Casos recentes

O novo caso surge após o Brasil registrar dois alertas de apostas suspeitas no segundo trimestre de 2026, segundo relatório da International Betting Integrity Association (IBIA). As duas ocorrências estavam relacionadas ao futebol, mas a entidade não informou as partidas, competições ou mercados envolvidos.

No ano passado, Bruno Henrique, ídolo do Flamengo, também foi investigado por forçar um cartão amarelo após detectarem um volume incomum de apostas para este mercado. O caso ainda segue em aberto.

Segundo uma pesquisa recente da More in Common Brazil e do Ipsos-Ipec, 58% dos brasileiros acreditam que casas de apostas aumentam muito o risco de manipulação de resultados no futebol.


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