Casa JOTA promove debate sobre desafios do mercado ilegal; IBJR apoia iniciativa

Pessoas em um auditório durante evento
Crédito: Shutterstock

A Casa JOTA, espaço dedicado a debates e encontros do JOTA, veículo de jornalismo especializado em direito, política e economia, anunciou a realização de evento sobre apostas na próxima segunda-feira, 31, às 19h, em Brasília, com o apoio do Instituto Brasileiro de Jogo Responsável (IBJR).

O encontro focará em discutir os desafios do mercado ilegal de apostas do Brasil. Além disso, os participantes devem analisar novos caminhos para fortalecer o combate às operações clandestinas. 

Segundo o JOTA, o evento contará com a presença de representantes do poder público e especialistas do setor. A primeira discussão será “O cenário do mercado ilegal de apostas” e terá como palestrantes Carlos Lima, presidente do IBJR, e Leonardo Lima, gerente de Concorrência e Políticas Públicas da LCA Consultoria Econômica

Em seguida, o debate se concentrará em potenciais ações para minimizar a atuação de empresas não licenciadas no país. Marina Pita, secretária adjunta da Secretaria de Políticas Digitais da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República (Secom); Júlio Lopes, deputado federal (PP-RJ); e Carlos Xavier de Resende, subsecretário de Monitoramento e Fiscalização da Fazenda, integrarão o painel. 

Mercado ilegal de apostas recua, mas ainda alcança metade dos apostadores

Recentemente, o IBJR solicitou à LCA um estudo sobre a dimensão e o combate ao mercado ilegal de apostas no Brasil. Os dados apontaram redução na participação de empresas não licenciadas, que passou de 41% a 51%, em junho de 2025, para 38% a 44%, entre janeiro e junho de 2026. Apesar da queda, o mercado clandestino ainda representa parcela relevante do setor brasileiro quando comparado a outros mercados regulados.

A entidade também solicitou ao Instituto Locomotiva uma pesquisa para analisar o comportamento dos apostadores diante das ofertas de plataformas ilegais. O levantamento, realizado em maio de 2026, apontou que 50% dos entrevistados foram classificados como apostadores ilegais, percentual abaixo dos 62% registrados no primeiro semestre de 2025 e dos 55% na segunda metade do ano. 

Os resultados dos levantamentos mostram que, embora o mercado ilegal apresente sinais de redução, as operações não licenciadas ainda têm presença significativa entre os apostadores brasileiros. O cenário reforça a necessidade de manter ações de fiscalização, monitoramento e conscientização para ampliar a migração dos consumidores para o mercado regulado.


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