Ministério da Fazenda publica portaria sobre regulamentação da responsabilidade tributária em apostas irregulares

Foto tirada do ministro da Fazenda Dario Durigan durante coletiva do Governo Federal.
Crédito: Lula Marques / Agência Brasil

Nesta quinta-feira, 18, o Ministério da Fazenda publicou a Portaria MF nº 1.766/2026 no Diário Oficial da União (DOU), que versa sobre a regulamentação da responsabilidade tributária decorrente da exploração irregular de apostas no Brasil.

O texto determinou que instituições financeiras e de pagamento que viabilizem transações para operadores ilegais, bem como pessoas físicas ou jurídicas que promovam sua publicidade, respondam solidariamente pelos tributos incidentes sobre a exploração da atividade e sobre o recebimento dos prêmios líquidos dela decorrentes.

A Secretaria de Prêmios e Apostas (SPA) e a Secretaria Especial da Receita Federal do Brasil (RFB), ambas vinculadas ao Ministério da Fazenda, concederão prazo de 24 horas aos notificados para adotarem medidas restritivas que impeçam a realização de novas transações destinadas a viabilizar, direta ou indiretamente, a exploração irregular de apostas no Brasil.

Segundo a portaria, a responsabilidade tributária de que trata a norma será formalizada em procedimento administrativo fiscal, garantindo aos envolvidos o direito ao contraditório e à ampla defesa. A norma entrou em vigor hoje, 18, data de sua publicação.

ANJL comenta nova portaria do Ministério da Fazenda

Plínio Lemos Jorge, LinkedIn.

Para Plínio Lemos Jorge, presidente da Associação Nacional de Jogos e Loterias (ANJL), a nova portaria representa avanço na segurança do mercado, além de reforçar o compromisso da SPA no combate às operações ilegais. 

“O combate ao mercado ilegal de apostas é um desafio permanente. A indústria clandestina opera com alto grau de sofisticação tecnológica e se adapta com muita rapidez, o que impede qualquer avaliação definitiva sobre a suficiência das medidas adotadas. O que funciona hoje pode deixar de ser eficaz amanhã. Por isso, esse enfrentamento precisa ser contínuo, coordenado e dinâmico”, afirmou Jorge.

Do ponto de vista do executivo, a norma reduz vantagens competitivas dos operadores clandestinos e fortalece a proteção dos apostadores.  

“A responsabilização de agentes que contribuem para a divulgação e a sustentação financeira das operações ilegais é fundamental para enfraquecer o mercado clandestino e estimular a migração dos apostadores para ambientes regulados e fiscalizados”, concluiu Jorge.


Clique aqui para ler nossa entrevista exclusiva com a ANJL sobre o mercado ilegal de apostas no Brasil.


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