Na quarta-feira, 29, a Associação Nacional de Jogos e Loterias (ANJL) manifestou apoio à campanha de conscientização sobre os riscos das apostas online lançada pelo Ministério da Saúde. Para a entidade, a iniciativa do Governo Federal reforça a importância do jogo responsável e do combate às plataformas que operam ilegalmente no Brasil.
Batizada de “Prevenção aos Danos das Apostas Online”, a campanha começou no domingo, 26, com materiais destinados a alertar a população sobre o jogo problemático. A ação inclui um teste de autoavaliação, conteúdos sobre sinais de dependência e informações sobre os serviços de atendimento oferecidos pelo Sistema Único de Saúde (SUS).
Segundo a ANJL, a comunicação do governo contribui para reforçar que as apostas não devem ser tratadas como fonte de renda ou como uma maneira fácil de ganhar dinheiro. A associação também defendeu que a atividade seja encarada exclusivamente como entretenimento.
“Ao transmitir uma mensagem de necessidade de equilíbrio na hora de jogar, o Ministério da Saúde vai ao encontro daquilo que o setor já tem divulgado, de que a aposta deve ser encarada apenas como uma forma de entretenimento”, afirmou Plínio Lemos Jorge, presidente da ANJL.

ANJL relaciona prevenção ao mercado regulado
A associação também destacou que empresas autorizadas a operar no país participam do financiamento de políticas públicas relacionadas à prevenção da ludopatia. De acordo com a entidade, parte dos recursos arrecadados por meio da tributação sobre o Gross Gaming Revenue (GGR, receita bruta de jogos) é direcionada a iniciativas dessa natureza.
“Parte do que o setor recolhe à União tem exatamente essa finalidade, o que mostra a importância da regulamentação do mercado”, declarou o presidente da ANJL.
O presidente da ANJL acrescentou, porém, que as ações de conscientização devem ser acompanhadas pelo combate ao mercado ilegal de apostas. Como é sabido, as plataformas clandestinas funcionam fora das obrigações regulatórias e dos mecanismos de proteção estabelecidos para os apostadores, além de não recolher impostos e servir para lavar dinheiro de organizações criminosas.
“É preciso frisar, no entanto, a necessidade constante da repressão, combate e bloqueio das bets ilegais, que funcionam à margem da lei e prejudicam os apostadores”, concluiu Jorge.
Em julho, entrevistamos Plínio Lemos Jorge para entender o posicionamento da ANJL sobre diversas capitais do Brasil terem restringido a publicidade de apostas. Você pode ler nossa reportagem aqui.
Confira também a pesquisa A Voz do Mercado, um levantamento inédito feito pela SBC Insights, sobre o setor regulado de apostas brasileiro. O material está disponível aqui.
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