A Associação Nacional de Jogos e Loterias (ANJL) e o Instituto Brasileiro de Jogo Responsável (IBJR) preparam uma ação conjunta contra grandes plataformas digitais, as chamadas “big techs”, pela veiculação e monetização de publicidade de operadores ilegais de apostas.
Embora a ANJL e o IBJR não tenham especificado quais empresas vão combater, entende-se que a lista inclui plataformas como Facebook, Instagram e X.
Segundo as entidades que representam o setor regulado, a iniciativa visa interromper a circulação desse tipo de anúncio, acelerar a retirada dos conteúdos e apurar a responsabilidade das plataformas pela disseminação e monetização da publicidade vinculada ao mercado ilegal.
A ANJL e o IBJR defendem que empresas de tecnologia implementem mecanismos mais eficazes para identificar, bloquear e remover anúncios de operadores não autorizados. As entidades também alertam para a necessidade de impedir que esses conteúdos alcancem crianças e adolescentes e de reforçar ferramentas destinadas à prevenção de fraudes.
Além desta nova iniciativa, a ANJL e o IBJR lançaram o movimento Todos Contra o Ilegal em agosto, ao lado da Associação Brasileira de Apostas Esportivas e Jogos (ABRAJOGO).
Entidades alertam para riscos aos consumidores

De acordo com a ANJL e o IBJR, anúncios publicados nas plataformas digitais podem direcionar brasileiros a sites e aplicativos de apostas que não possuem autorização para operar no país e que, portanto, não estão submetidos à fiscalização e às garantias previstas na legislação brasileira.
As entidades afirmam que operadores ilegais podem recorrer a anúncios patrocinados, perfis falsos, links maliciosos e promessas de ganhos garantidos para atrair usuários. Entre os riscos apontados estão a obtenção indevida de dados e pagamentos, além de induzir apostadores a instalarem aplicativos maliciosos.
O objetivo da ANJL e do IBJR é responsabilizar as plataformas digitais que desempenham um papel na distribuição e monetização desse tipo de conteúdo.
Segundo um estudo da LCA Consultoria encomendado pelo IBJR, os operadores clandestinos têm entre 38% e 44% de participação no mercado de apostas.
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