No dia 11 deste mês, a sede da Reals, empresa do UX Group e responsável pela marca UX.bet.br, foi palco de um evento dedicado à integridade corporativa: o “Compliance Day”, que contou com a participação de colaboradores de todas as áreas e especialistas do setor jurídico.
Temas de integridade e alinhamento de compliance são profundamente importantes para o sucesso de qualquer negócio. No mercado de apostas, no entanto, isso se prova ainda mais verídico. Um setor que lida diretamente com ludopatas e com tantas adições jurídicas a todo o tempo precisa se manter ativamente protegido.
Durante o workshop da Reals, estiveram presentes equipes dos departamentos comercial, marketing, compliance, financeiro, administrativo, RH, tecnologia, atendimento e operações. O objetivo final foi estabelecer a construção de uma cultura organizacional sólida.
Entre os convidados estiveram Plínio Jorge, presidente da Associação Nacional de Jogos e Loterias (ANJL), e Ricardo de Paula Feijó, advogado especialista em regulação e direito público. Ambos contribuíram com reflexões sobre os desafios e as responsabilidades do setor de apostas no atual contexto de regulamentação no Brasil.
“Capacitar o time interno em temas de compliance demonstra um compromisso com a integridade do mercado. No setor em que atuamos, onde a confiança do público é essencial, investir em treinamentos é garantir que todos as partes estejam alinhadas às melhores práticas, e assim, possam se sentir preparadas para agir de forma ética e responsável em suas respectivas funções”, destacou Roberto Regianini, vice-presidente executivo da Reals.

O que Regianini menciona vai ao encontro das diretrizes da Controladoria-Geral da União (CGU), que orienta empresas privadas na implementação de Programas de Integridade. Tais programas, segundo a CGU, são compostos por mecanismos e procedimentos voltados à prevenção, detecção e remediação de desvios éticos e atos lesivos à administração pública. A CGU estrutura esses programas em cinco pilares fundamentais:
1) Comprometimento da alta direção, elemento essencial para que os princípios éticos não fiquem apenas no papel;
2) Instância responsável pelo programa, com autonomia, recursos e acesso à alta liderança;
3) Análise de perfil e riscos, para mapear situações vulneráveis, como contratos com o setor público, licitações ou terceiros intermediários;
4) Estruturação de regras e instrumentos, como códigos de conduta, canais de denúncia, políticas de brindes e contratações;
5) Monitoramento contínuo, garantindo atualização e eficácia do programa no dia a dia da empresa.
Esses pilares formam a base de um sistema de integridade eficaz e alinhado à Lei nº 12.846/2013, conhecida como Lei Anticorrupção. No caso da Reals, esse compromisso se manifesta também pela formação de seus colaboradores.
O presidente da ANJL, Plínio Jorge, afirmou: “As casas de apostas reguladas são empresas sérias, que operam com rígidos sistemas de compliance, nos mesmos padrões adotados por setores tradicionais da economia. Ainda assim, essa informação é pouco difundida. Por isso, iniciativas como essa são extremamente relevantes”.
Compliance e cultura empresarial como instrumentos de sucesso
Compliance não é um bicho de sete cabeças, talvez de três. Isso porque é impossível desassociar compliance de cultura empresarial, e uma cultura empresarial fraca pode minar qualquer empresa.
Se há um tema recorrente nas estantes de best-sellers de negócios, é o da busca pelo crescimento: “Cresça”, “Faça mais”, “Seja melhor”, “Aprenda com a empresa X que faturou bilhões”. É mais fácil aplicar esses ensinamentos em um nível individual do que corporativo, sem sombra de dúvidas.
Cultura empresarial evergreen – aquela que permanece forte, coerente e produtiva mesmo diante das mudanças – só floresce quando as diretrizes éticas estão presentes na operação do dia a dia. Isso inclui desde o onboarding de novos colaboradores até a gestão de riscos, passando por treinamentos regulares, canais de denúncia efetivos e uma liderança que inspire pelo exemplo.
E é nesse ponto que o compliance deixa de ser um mero departamento burocrático e se transforma em ferramenta estratégica de gestão. Afinal, não há cultura organizacional sólida sem integridade. Isso só é possível quando o compliance não é visto como imposição externa, mas como parte do DNA da empresa.












