Jorge Macri, chefe de Governo da cidade de Buenos Aires, participou de ação de conscientização com o Grupo de Tratamiento de Adicciones do Hospital Álvarez. Macri conversou com três adolescentes e as respectivas famílias, na qual discutiram o consumo patológico de jogos e de celulares.
“Muitos jovens e adultos não sabiam a quem pedir ajuda. Eles nem sequer falavam sobre isso. Hoje, as coisas são diferentes: o assunto está sendo discutido, e somos, cada vez mais, os que têm o compromisso de ajudar e de acompanhar”, disse Macri.
A prefeitura busca promover “mesas de diálogo” para unir esforços de famílias, de especialistas, de instituições educacionais e de organizações civis. Dessa forma, pode-se compartilhar experiências e combater os efeitos adversos do consumo de jogos on-line patológico.
O chefe de Governo destacou, ainda, que “o diálogo, a escuta, o colocar-se no lugar do outro e dar a mão é o primeiro passo para superar e sair desse círculo de confinamento, de medo ou de vergonha”.
Segundo o governo de Buenos Aires, além de regulamentar o setor, a prefeitura está realizando o controle e o bloqueio de sites de apostas para impedir o acesso de menores de idade.
A cidade também “implementa um conjunto de estratégias abrangentes no campo educacional por meio de workshops para adolescentes em escolas secundárias, programas para famílias sobre o uso responsável da tecnologia e formação de professores”.
Essas estratégias são aplicadas em conjunto com a Lotería de la Ciudad de Buenos Aires e o Ministerio de Salud, cujo titular, Fernán Quirós, também participou da reunião no Hospital Álvarez.
Dados de jogos na cidade de Buenos Aires
De acordo com informações compartilhadas pela cidade, 25% das crianças já fizeram apostas on-line pelo menos uma vez, com maior incidência entre aquelas de 12 a 16 anos. Por outro lado, 90% dos casos apostam por meio de carteiras virtuais e 48% apostam de casa.
Em relação ao jogo patológico, três em cada dez pessoas têm alguém em seu ambiente que sofre com isso.












