SBC Summit 2026: Emanuel Macedo de Medeiros, SIGA, explica o que falta para fortalecer a integridade das apostas esportivas no Brasil

Emanuel Macedo de Medeiros comentando inciativa
Crédito: SIGA

A consolidação dos mercados regulados de apostas esportivas na América Latina trouxe novos instrumentos para monitorar movimentações suspeitas e combater a manipulação de competições esportivas. Para Emanuel Macedo de Medeiros, cofundador e CEO global da Sport Integrity Global Alliance (SIGA), no entanto, a existência de regras e licenças não é suficiente: os diferentes atores do ecossistema precisam transformar alertas em investigações e, quando necessário, em sanções.

Em entrevista ao SBC Notícias Brasil, Medeiros avaliou os principais desafios para a integridade das apostas esportivas, incluindo o compartilhamento de informações entre operadores, autoridades e entidades esportivas, o combate ao mercado ilegal e a prevenção junto a atletas e outros participantes do esporte. Ao analisar o Brasil, o executivo afirmou que o país avançou na construção do marco regulatório, mas apontou a integração operacional entre as instituições como uma das principais lacunas ainda existentes.

Medeiros participará do painel “Ibero-American Sports Betting Integrity Forum” durante o SBC Summit 2026, ao lado de Ricardo Domingues, presidente da APAJO, e João Paulo Almeida, consultor de Integridade Esportiva para organizações internacionais como a INTERPOL e o Conselho da Europa.

Durante a entrevista, Medeiros também defendeu que o encontro no SBC Summit Lisboa avance para medidas concretas de cooperação regional, com protocolos comuns, pontos de contato permanentes e mecanismos seguros para o intercâmbio de informações.

SBC Notícias Brasil: Os países ibero-americanos estão em estágios muito diferentes de maturidade regulatória. Na sua visão, quais deveriam ser os requisitos mínimos de integridade que qualquer mercado regulado de apostas esportivas precisa adotar, independentemente do modelo regulatório escolhido?

Emanuel Macedo de Medeiros: A minha posição é clara: regulação sem integridade é apenas autorização comercial. Uma licença não é um certificado definitivo de idoneidade; é o início de uma obrigação permanente de conformidade, supervisão e prestação de contas. O modelo regulatório pode variar. Estes princípios não.

Há cinco requisitos mínimos. Primeiro, um licenciamento sério, que identifique quem controla o operador, a origem dos recursos e a sua capacidade financeira e tecnológica. Segundo, uma supervisão tecnicamente competente, com independência operacional e poderes reais para auditar, investigar e sancionar. Terceiro, identificação robusta do apostador, rastreabilidade financeira e monitoramento permanente. Quarto, comunicação imediata de apostas suspeitas e compartilhamento seguro de informação. Quinto, um esporte que assuma as suas próprias responsabilidades, com regras claras, canais protegidos de denúncia, investigações independentes e sanções efetivas.

A isto acrescentaria educação contínua, jogo responsável, proteção dos denunciantes e combate firme ao mercado ilegal. Não como acessórios, mas como partes do mesmo sistema de integridade.

Os Standards Universais da SIGA oferecem essa base comum, e o SIGA Independent Rating and Verification System (SIRVS) permite verificar de forma independente se os compromissos existem na prática. No final, a diferença é simples: um mercado não é íntegro pelo que declara, mas pelo que consegue demonstrar.

SBC Notícias Brasil: O compartilhamento de informações entre operadores, reguladores, entidades esportivas e autoridades públicas aparece constantemente como uma das principais ferramentas contra a manipulação de competições. Na prática, o que ainda impede que essa troca de informações aconteça de forma rápida e efetiva? E que tipo de estrutura deveria existir para conectar essas diferentes partes?

Emanuel Macedo de Medeiros: O que falta, muitas vezes, não é informação. É confiança. É saber o que compartilhar, com quem, em que momento e com que proteção jurídica. Quando isso não está definido antes do alerta, perde-se tempo precisamente quando cada minuto conta.

Persistem dúvidas legítimas sobre confidencialidade, proteção de dados e utilização da informação em processos disciplinares ou criminais. Mas a proteção de dados não pode ser transformada num pretexto para a paralisia. Também não existe ainda uma linguagem comum: o que um operador considera atípico pode não ser classificado da mesma forma por outro. E continuam a faltar pontos de contato permanentes, prazos de resposta e retorno a quem comunicou o alerta.

Foi para responder a estas dificuldades que a SIGA criou os seus Standards Universais sobre Integridade nas Apostas Esportivas, agora disponíveis em português. Eles transformam uma palavra muito utilizada — cooperação — em responsabilidades, canais, prazos e resultados que podem ser verificados. A cooperação eficaz não se improvisa quando a crise começa.

No Brasil, o FAIR reúne hoje dez operadores autorizados membros da SIGA LATIN AMERICA. É um espaço pré-competitivo, estruturado e confidencial, dentro dos limites da lei, onde se constrói confiança, se aproximam linguagens e se identificam riscos emergentes. Não substitui o regulador nem as autoridades de investigação. Ajuda esses canais a funcionar melhor.

O passo seguinte deve ser uma plataforma nacional de integridade, ligada a uma rede internacional e preparada para funcionar todos os dias, não apenas quando surge um escândalo. Deve reunir as entidades competentes, definir quem faz o quê e garantir que a informação certa chega, com segurança e em tempo útil, a quem pode agir. Sem isso, acumulamos alertas. Com isso, construímos casos.

SBC Notícias Brasil: Identificar uma movimentação suspeita nas apostas é apenas o começo do processo. Onde está hoje o principal gargalo entre a detecção de um possível caso de manipulação e uma investigação capaz de resultar em sanções esportivas ou criminais?

Emanuel Macedo de Medeiros: Hoje, o principal problema não é detectar o sinal. É fazer com que esse sinal chegue rapidamente a quem pode investigar — e que chegue em condições de valer como prova. Uma anomalia nas apostas é um alerta relevante, mas não é uma condenação. É o início do trabalho, não o seu fim.

É necessário cruzar contas de aposta, fluxos financeiros e relações com participantes da competição; preservar os registros originais; e assegurar a cadeia de custódia. Tudo deve ser feito dentro da lei, com respeito pelo devido processo e pelos direitos de defesa.

É aqui que muitos casos se perdem. A organização esportiva pode não ter capacidade investigativa; a polícia ou o Ministério Público pode receber informação tardia ou sem contexto técnico; e os processos esportivos e criminais seguem ritmos e padrões de prova diferentes. Devem permanecer separados, mas precisam estar coordenados. Um não pode paralisar nem comprometer o outro.

Precisamos de protocolos claros, responsabilidades definidas e profissionais especializados. A tecnologia detecta padrões; a investigação apura os fatos. Sem uma ponte juridicamente sólida entre inteligência e prova, teremos muitos alertas e pouca responsabilização.

SBC Notícias Brasil: Até que ponto é possível construir um sistema eficiente de integridade esportiva quando uma parcela das apostas continua acontecendo fora do mercado regulado e, consequentemente, fora dos mecanismos formais de monitoramento e compartilhamento de dados? Que atores precisam assumir maior responsabilidade nesse combate?

Emanuel Macedo de Medeiros: Não se pode proteger plenamente aquilo que não se consegue ver. O mercado ilegal é um ponto cego: não identifica adequadamente o apostador, não comunica movimentações suspeitas, não protege o consumidor e pode servir de canal para fraude, lavagem de dinheiro e manipulação de competições. E convém ser rigoroso: ilegal não é sinônimo de estrangeiro ou digital. Ilegal é quem oferece apostas ao público brasileiro sem autorização válida.

Os operadores autorizados investiram para entrar no perímetro regulado e estão sujeitos a supervisão, auditoria e sanções. A licença não lhes confere imunidade; quem infringir as regras deve responder. Mas há uma diferença essencial: o operador autorizado é identificável e sancionável. Colocá-lo no mesmo plano de quem deliberadamente permanece fora da lei seria profundamente injusto e destruiria o incentivo ao cumprimento.

O Brasil reforçou, em 2026, os instrumentos de asfixia financeira contra a oferta não autorizada. Agora é preciso executar. A resposta não é baixar os padrões para competir com o ilegal. É tornar o mercado regulado mais seguro e a ilegalidade economicamente inviável.

Esta responsabilidade não pertence apenas ao regulador. O Estado deve coordenar fiscalização, bloqueios, investigação e sanções. O sistema financeiro e de pagamentos deve impedir transações ilegais. Plataformas digitais, redes sociais, lojas de aplicativos, meios de publicidade e influenciadores não podem continuar a dar visibilidade ou receita à oferta ilegal. E os fornecedores de tecnologia, dados e afiliação têm de conhecer os seus clientes.

Os operadores licenciados devem compartilhar inteligência e auditar os seus afiliados; o esporte deve reportar abordagens suspeitas e proteger os participantes. Uma regulação perde autoridade quando aperta continuamente o cerco sobre quem cumpre as regras enquanto a oferta ilegal permanece acessível. Combater essa oferta é uma obrigação de todo o ecossistema e uma condição de concorrência justa.

SBC Notícias Brasil: Existem mercados de apostas que podem apresentar riscos maiores de manipulação, especialmente em competições de menor visibilidade ou envolvendo ações individuais de atletas. Reguladores deveriam considerar restrições específicas a determinados tipos de mercado ou isso poderia simplesmente deslocar a demanda para operadores ilegais? Como encontrar esse equilíbrio?

Emanuel Macedo de Medeiros: Não aceito a falsa escolha entre permitir tudo e proibir tudo. A resposta séria é uma regulação baseada em risco, sustentada por evidência, proporcional e sujeita a revisão.

O risco não depende apenas do nome do mercado. Depende da competição, da supervisão existente, da vulnerabilidade econômica dos participantes, da qualidade dos dados, da liquidez e da possibilidade de uma única pessoa determinar o resultado. É essa realidade — e não a conveniência comercial — que deve orientar a decisão.

A resposta deve ser graduada. Pode passar por limites de exposição, oferta apenas antes do jogo, suspensão do mercado ao vivo, monitoramento reforçado, dados confiáveis e maior rastreabilidade. Quando essas medidas não forem suficientes, ou quando a competição não oferecer condições mínimas de integridade, a restrição será necessária.

É verdade que proibições desproporcionais podem empurrar a demanda para o mercado ilegal. Mas esse risco não legitima produtos que exponham o esporte a uma vulnerabilidade evidente. Cada decisão deve ser fundamentada, sujeita a consulta e revista à luz dos resultados.

Cabe a quem pretende explorar um mercado demonstrar que ele pode ser oferecido com segurança. Um regulador maduro não proíbe para parecer firme, nem permite para parecer liberal. Decide com evidência, proporcionalidade e responsabilidade.

Emanuel Medeiros, CEO e cofundador da SIGA e palestrante do SBC Summit 2026.
Crédito: SIGA

SBC Notícias Brasil: Quando falamos em manipulação de competições, muitas vezes o foco recai sobre monitoramento e punição. Qual deveria ser o papel da prevenção junto aos próprios atletas, árbitros e demais participantes do esporte? Hoje, as organizações esportivas estão fazendo o suficiente para educar essas pessoas e oferecer canais seguros para denunciar abordagens suspeitas?

Emanuel Macedo de Medeiros: A prevenção não é um complemento à integridade. É a sua primeira linha de defesa. E não começa na sala de formação: começa por reduzir vulnerabilidades. Salários em atraso, contratos precários, problemas de saúde mental ou danos relacionados ao jogo tornam os participantes mais expostos. Os manipuladores procuram primeiro as pessoas vulneráveis e só depois as falhas do sistema.

Em termos gerais, o esporte ainda não está fazendo o suficiente. Um levantamento apresentado ao Grupo de Copenhague, em maio de 2026, reuniu 2.845 respostas: 65% disseram nunca ter recebido educação sobre manipulação de competições; 10% afirmaram ter sido abordados; e, entre estes, menos de metade reportou a ocorrência. Não é um retrato de todo o esporte mundial, mas é um sinal que ninguém responsável pode ignorar.

A educação deve começar nas categorias de formação, ser obrigatória, contínua e adaptada a cada função. E deve ser prática: explicar as regras, mostrar como os manipuladores se aproximam e ensinar o que fazer nos primeiros minutos após uma abordagem — não negociar, preservar as mensagens, procurar apoio e reportar pelo canal indicado. Uma apresentação isolada e uma lista de presenças não são prevenção.

A EPIC Global Solutions, membro e parceira da SIGA, demonstra o valor da experiência vivida. Quando atletas e outros profissionais ouvem quem sofreu diretamente as consequências, as regras deixam de ser abstratas. Tornam-se humanas, concretas e difíceis de ignorar.

Estamos avaliando a expansão desse trabalho a novos mercados, incluindo a América Latina. O objetivo não deve ser apenas informar. Deve ser mudar comportamentos, aumentar a confiança e reduzir o risco antes que ele se materialize.

Os canais de denúncia precisam ser independentes, confidenciais, acessíveis e acompanhados de proteção contra retaliação e de apoio jurídico e psicológico. Não basta dizer às pessoas que falem. É preciso garantir que possam falar em segurança, que sejam ouvidas e que não fiquem sozinhas depois de denunciarem.

SBC Notícias Brasil: A SIGA já firmou acordos de cooperação no Brasil envolvendo monitoramento de apostas, compartilhamento de informações e prevenção à manipulação de competições. Olhando para o mercado regulado brasileiro hoje, quais lacunas ainda precisam ser preenchidas para que esse modelo de cooperação funcione plenamente na prática?

Emanuel Macedo de Medeiros: O Brasil avançou muito e em pouco tempo. Consolidou o marco legal federal, colocou em funcionamento o mercado autorizado, definiu competências no Ministério da Fazenda e no Ministério do Esporte e instituiu, em março de 2026, a Política Nacional de Prevenção e Enfrentamento à Manipulação de Resultados Esportivos.

A SIGA tem orgulho de ter contribuído para esse percurso através do Acordo de Cooperação Técnica nº 40/2024 com a Secretaria de Prêmios e Apostas, dos acordos com o Ministério do Esporte e a Controladoria-Geral da União e da cooperação com a CBF, a Federação Paulista de Futebol e muitas outras entidades. O FAIR acrescenta a esta base a participação permanente de dez operadores autorizados membros da SIGA LATIN AMERICA.

Mas acordos não são resultados. A principal lacuna de hoje é a integração operacional. É preciso definir, de forma inequívoca, que alertas são comunicados, a quem, por que canal, em quanto tempo e com que retorno. É preciso preservar a prova, testar o sistema através de exercícios conjuntos e garantir que ele funcione também nas divisões inferiores, no esporte feminino, nas categorias de formação e onde os recursos são menores. Um sistema só é verdadeiramente nacional quando não deixa ninguém para trás.

E é indispensável medir e publicar resultados agregados: tempo de resposta, investigações abertas, decisões concluídas e impacto preventivo. Em pleno debate eleitoral, a integridade não pode ser um slogan nem a política pública pode ser improvisada. É legítimo discutir tributação, publicidade, proteção social e os limites do mercado. Não é legítimo confundir operadores autorizados com operadores ilegais ou substituir evidência por posições absolutas. A SIGA não fala em nome do governo nem da indústria. Fala com independência, neutralidade e a autoridade de quem exige integridade de todos. O Brasil construiu a base. Agora tem de demonstrar que ela funciona.

SBC Notícias Brasil: Se o objetivo for avançar de iniciativas nacionais isoladas para uma verdadeira estratégia ibero-americana de integridade nas apostas esportivas, qual seria o próximo passo mais importante? Você enxerga espaço para protocolos comuns, mecanismos permanentes de compartilhamento de informações ou algum tipo de coordenação transnacional entre reguladores e entidades esportivas?

Emanuel Macedo de Medeiros: Não precisamos de mais uma conferência que termine numa fotografia. Precisamos sair de Lisboa com um protocolo, uma rede de pontos focais e um calendário de execução. A minha proposta é que o SBC Summit Lisboa coloque na mesa um Roteiro de Lisboa para a Integridade nas Apostas Esportivas no Espaço Ibero-Americano.

A ameaça é transnacional por natureza. Uma aposta pode ser feita num país, sobre uma competição realizada noutro, através de uma plataforma, de um sistema de pagamento ou de uma rede criminosa estabelecida numa terceira jurisdição. Se o risco atravessa fronteiras em segundos, a informação necessária para enfrentá-lo não pode ficar bloqueada nas fronteiras.

A SIGA pode ter aqui um papel decisivo, mas claramente delimitado: reunir reguladores, esporte, operadores, organismos de integridade e autoridades públicas; oferecer os Standards Universais como base comum; promover formação e exercícios conjuntos; e apoiar a avaliação independente dos resultados. Não queremos substituir os Estados. Queremos fazer com que as estruturas existentes trabalhem juntas e à mesma velocidade.

Portugal e Espanha, ambas Partes na Convenção de Macolin, podem estabelecer uma ponte entre a experiência europeia e a realidade latino-americana. E o convite formal feito ao Brasil, em abril de 2026, para assinar e ratificar a Convenção criou uma oportunidade histórica que deve ser aproveitada. Os restantes países não precisam esperar: podem aplicar desde já os seus princípios essenciais.

Lisboa deve deixar resultados concretos: uma classificação comum de alertas, contatos nacionais atualizados, um canal seguro, preservação rápida de dados, coordenação entre processos esportivos e criminais e avaliação independente. A SIGA está preparada para convocar esse primeiro encontro e colocar os seus Standards à disposição. O êxito não será medido pelo número de assinaturas numa fotografia, mas pelo tempo entre o alerta e a ação, pelos casos prevenidos e pela responsabilização alcançada. As ameaças já atravessam fronteiras. A nossa resposta tem de fazer o mesmo — com rapidez, legalidade e prestação de contas.


A entrevista com Emanuel Medeiros, cofundador e CEO global da Sport Integrity Global Alliance (SIGA), faz parte de uma série que o SBC Notícias Brasil está realizando com palestrantes confirmados do SBC Summit 2026. Confira também:

Andrea Carvalho, Entain, explica os benefícios de uma carteira de identidade digital para o mercado regulado.

Fellipe Fraga, Stellar Gaming, antecipa debates sobre inteligência artificial no iGaming.

Dario Evangelista, Betsson, explica como operadores podem proteger funcionários dos riscos do jogo.

William Bonalume, Open Gaming, analisa integração tecnológica no setor de apostas.

Vanessa Arteaga, Aposta Ganha, explica como transformar dados em campanhas eficientes.

Floris Assies, Better World Casinos, antecipa debates do SBC Summit 2026 e defende jogo responsável integrado ao produto.

Khalid Ali, IBIA, analisa avanços e desafios do Brasil no combate à manipulação de resultados.


Os ingressos para o SBC Summit 2026 estão disponíveis aqui


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