MJSP remove mais de mil contas no Facebook e Instagram que divulgavam apostas ilegais

Ícone do Instagram com símbolo de cancelado na frente
Crédito: Shutterstock

O Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) anunciou na quinta-feira, 24, que uma ação do Laboratório de Operações Cibernéticas (Ciberlab) identificou 1.274 páginas no Facebook que divulgam apostas ilegais, além de 93 perfis no Instagram. A Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp), do MJSP, solicitou a remoção das contas. 

Segundo o MJSP, as páginas no Facebook e os perfis no Instagram eram utilizados para divulgar conteúdos de apostas, incluindo propagandas, vídeos e links, direcionando os usuários às plataformas não autorizadas. 

Durante a investigação, ainda em andamento, será feita uma análise de dados e a identificação de outros canais digitais que também promovem casas de apostas clandestinas. 

A medida tem como objetivo minimizar a utilização das redes sociais como meio de divulgação e de captação de jogadores de empresas ilegais. No entanto, a ação não deve impactar a continuidade das apurações para identificar os responsáveis pela administração das contas. 

“A identificação e a retirada desses conteúdos reduzem seu alcance e dificultam a captação de novos usuários”, destacou o MJSP.

O governo tem ampliado sua atuação para combater as operações clandestinas. Regras foram impostas para impedir o fluxo financeiro dessas plataformas ao mesmo tempo em que continua removendo do ar sites não licenciados. 

Dados da Associação Nacional de Jogos e Loterias (ANJL) indicam que, para cada site licenciado no Brasil, há 355 domínios ilegais disponíveis para acessar. Mais de 66 mil endereços eletrônicos sem autorização foram bloqueados entre janeiro de 2025 e setembro de 2026. No entanto, estimativas da entidade apontam que mais de 11 mil plataformas ainda operam no país. 

O futuro das apostas no Brasil

Atualmente, o setor aguarda possível ação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) contra o setor. Espera-se que nesta sexta-feira, 25, seja publicada uma medida provisória (MP) que determine o fim do mercado regulado ou que amplie as restrições às apostas em todo o território nacional. 

Entidades do mercado regulado, incluindo a ANJL, o Instituto Brasileiro de Jogo Responsável (IBJR) e a Associação de Mulheres da Indústria do Gaming (AMIG), uniram-se para enviar um manifesto ao governo alertando sobre os riscos caso Lula avance com a decisão. Entre os efeitos imediatos citados, estão a migração de jogadores para plataformas ilegais, o crescimento do mercado clandestino e a redução nas receitas dos cofres públicos. 


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